Noites na Cidade: Divagações de uma jornalista brasileira em Londres.

Divagações e devaneios de uma carioca em Avalon

Fri
25
Jan '08

Floresta mágica


Mood: Circense
Music: Butterflies, Foo Fighters

Apesar de estar dura (o salário de dezembro já foi e o de janeiro só entra na semana que vem), cedi à tentação e fui ao Royal Albert Hall com amigos para assistir ao Cirque du Soleil. O show, Varekai, conta a história de um rapaz que cai do céu em uma floresta mágica, repleta de criaturas estranhas.

É claro que o enredo é o de menos: o grande apelo do circo são os artistas excepcionais, a produção espetacular e as coreografias diferentes. Já tinha visto Alegría (que no momento está em turnê pelo Brasil) no ano passado, mas a segunda vez foi quase tão impressionante quanto a primeira. São contorcionistas, malabaristas, palhaços, dançarinos, cantores e acrobatas que te fazem acreditar que pessoas podem realizar feitos sobre-humanos como voar. Alguns devem ter tendências suicidas, tamanho o risco que correm no palco – tudo pra arrancar suspiros e aplausos da platéia, que passa o tempo todo hipnotizada.

É caro? Bastante. Mas vale cada centavo pra voltar a ser criança por duas horas!

Fri
14
Sep '07

Voltando aos poucos


Mood: Trabalhadora
Music: Army of Me, Björk

Hoje resolvi me rebelar e sair por alguns momentos do mar de trabalho em que estou me afogando pra postar aqui. Aliás, o emprego já está rendendo bem: além de ter o prazer de falar com pessoas em lugares obscuros como St Kitts & Nevis (uma ilha no Caribe, pra quem tiver interesse), os freebies têm agradado! Já ganhei um estoque considerável de maquiagem, alguns perfumes e até um relógio. Meus gastos com cosméticos vão diminuir absurdamente daqui por diante… :-)

Eventos marcantes desde meu último post incluem ter ido a um casamento (lindo e divertido – fotos em breve no Flickr), ter completado um ano de namoro (o que mereceria um post exclusivo), várias festas (inclusive meu aniversário), várias idas ao cinema, show dos Beastie Boys (excelente!) e Tudo Sobre Minha Mãe no teatro (mais excelente ainda!), entre outros. Hoje tem mais teatro, aliás – The Merchant of Venice no Shakespeare’s Globe. “A pound of your flesh!”

Semana que vem vou a Paris pela primeira vez. Pena que é a trabalho e não devo ter muito tempo pra explorar a Cidade das Luzes. Ainda assim, vou poder cortar mais uma coisa da minha lista;-)

Tue
10
Oct '06

Um mês em um post


Mood: Satisfeita
Music: Hyper Music, Muse

Tá, eu sei que estou devendo atualizações decentes e não necessariamente musicais há um tempão. Mas ando preocupada demais curtindo a vida pra descrevê-la por aqui, então peço perdão aos leitores do blog que andam sem notícias. As novidades são muitas e ótimas, e não vou poder mencionar todas; vou fazer uma pequena listinha das coisas que andei fazendo.

* Cinema: vi uma porção de filmes, alguns ótimos e outros nem tanto. A lista inclui, Clerks II, Black Dahlia, Severance, Brothers Of The Head, Click, A Scanner Darkly e Volver. Devo ter esquecido algum, como sempre, e em breve devo ver mais um catatau já que semana que vem começa o Festival de Cinema de Londres. Iupiiiiii!

* Teatro: fui ver um comediante irlandês ótimo, Dylan Moran, perto de casa, e semana passada me matei de rir assistindo a Spamalot, a excelente adaptação musical do clássico Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado. Teve direito até a sanduíches de spam sendo vendidos no intervalo, hehehe!

* Viagens: não fui a lugar nenhum desde Reading, mas vou a Bruxelas no mês que vem pra um fim de semana prolongado. E, é claro, em pouco mais de um mês estarei aportando em Terra Brasilis pra curtir longas e merecidas férias. Só não estou muito animada pelo calor que devo encarar por lá…

* Esporte: vi meu time daqui ganhar de um timeco sem-vegonha em Peterborough, no meio do nada, e no começo de novembro vou mais uma vez a um estádio, dessa vez aqui em Londres mesmo. Ah, e fui aos dois jogos da seleção brasileira aqui na capital inglesa: como civil contra a Argentina, e a trabalho na partida contra o País de Gales. Falei com o Ronaldinho Gaúcho, olha que chique! ;-)

* Gandaia: sempre, e cada vez melhor, agora que estou em ótima companhia. :-)

* Trabalho: meu chefe já está passeando pelos EUA mas a minha batata ainda não começou a assar. Se eu sumir de novo, no entanto, vocês já sabem o motivo! Brincadeiras à parte, a coisa deve esquentar por aqui mais pro fim do mês e novembro certamente vai ser pauleira. Ainda assim, estou curtindo as responsabilidades extras.

* Música: só fui a um show desde Reading, pra ver a banda de rock progressivo Porcupine Tree, e a apresentação deles foi sensacional. Eu tinha outro show hoje, mas ele foi adiado pra janeiro, mas vou a dois outros nas próximas duas semanas: Panic! At The Disco e Zero 7. Mal posso esperar!

De resto, hoje me despeço de uma das minhas housemates (a boazinha, Cara), que volta amanhã pra Austrália, mas a menina nova já se mudou então a casa andou cheia nas duas últimas semanas. Tenho passado ainda menos tempo do que de costume em casa, então não acho que a mudança vá me afetar profundamente.

Ufa! Não sei se vocês cansaram de ler, mas eu cansei de escrever. ;-)

Fri
3
Feb '06

Dança da Tesoura


Mood: Seeeeeeeexta!
Music: Life On The Moon, Erin McKeown

Tive o prazer ontem de assistir a uma versão inusitada do sensacional Edward Mãos-de-Tesoura, obra-prima de Tim Burton (na minha opinião, pelo menos): um balé coreografado pelo inovador Matthew Bourne. O Edward Scissorhands de Bourne é ao mesmo tempo engraçado, comovente, expressivo e doce. O coreógrafo inglês é famoso por suas monagens inusitadas – que incluem um Lago dos Cisnes com elenco 100% masculino e um Quebra-Nozes extremamente gay – e seu estilo complementou bem a esquisitice de Burton. Adorei e recomendaria, mas o espetáculo só fica em cartaz até sábado. Teoricamente, depois disso ele começa sua turnê mundial, então não custa torcer – vai que por um milagre ele é apresentado no Brasil? :-)

Hoje é sexta (aleluia!), e como não poderia deixar de ser, vou sair depois do trabalho para encontrar com amigos brasileiros e relaxar depois de uma semana de trabalho bem puxada. Ainda não sei o que vou fazer amanhã, mas parece que o programa do dia será visitar o Leeds Castle. E continuando o fim de semana cultural, domingo tem Cirque du Soleil! Até eu fico cansada da minha agenda às vezes. ;-)

P.S.: Tem RadarPop novo no ar, e nóis tá lá di novo! Ouve aqui, seu moço/dona moça!

Thu
26
Jan '06

Atolação pouca é bobagem


Mood: Quase arrancando os cabelos :-)
Music: Thinking of You, Sister Sledge

O mood ali em cima é mais uma brincadeira, apesar de ter um fundo de verdade – estou toda enrolada com o trabalho, é verdade, mas sem estresse. Não é nada do que eu não consiga dar conta, ainda que aos trancos e barrancos. ;-)

Embarco amanhã pra Dublin, onde espero que o bom tempo (frio mas ensolarado) dos últimos dias nesta terra continue. Preparem-se para a enxurrada de fotos que certamente virá! É só um fim de semana prolongado, mas vai ter que ser o suficiente pra eu relaxar a cabeça um pouco e me preparar pra nova onda de trabalho que chega na semana que vem.

Como ninguém é de ferro, não fiquei só trabalhando na semana que passou: fui ao cinema (para ver As Crônicas de Narnia e Shooting Dogs, ambos excelentes), ao teatro (assisti ao musical The Woman in White) e tive uma tarde nerd no sábado recheada de jogos de tabuleiro.

Até ao forró eu fui! Só que, antes disso, passei boa parte do domingo dormindo pra tentar me livrar de uma gripe chata, coisa que sempre aparece nessa época do ano. É o preço a se pagar por viver em Albion…

Mon
24
Oct '05

Momento Garfield


Mood: Odeio segunda-feira
Music: King Of The Mountain, Kate Bush

Sempre tenho ótimas idéias para posts quando estou longe da internet, mas meus insights brilhantes normalmente desaparecem da minha mente assim que tenho acesso a um computador. O pior é que ando sempre com papel e caneta à mão e poderia facilmente anotar os pensamentos que me ocorrem durante os momentos de relaxamento e as raras epifanias, mas por alguma razão obscura isso nunca acontece. Talvez seja a hora de começar…

O fim de semana foi agitado mas terminou de forma bem tranqüila. Na sexta fui a um bar em Covent Garden para a festa de aniversário/despedida temporária (três meses no Brasil – invejinha!) de uma amiga, com direito a uma saída estratégica no meio do caminho para assistir a No Tan Nuestras, um documentário argentino sobre um veterano da Guerra das Malvinas. Foi interessante ter um ponto de vista diferente sobre este conflito tão particular, próximo da nossa realidade mas ao mesmo tempo tão distante por conta da rivalidade entre nossos países. No filme fica claro o vasto abismo entre os exércitos argentino e britânico, mas também a humanidade que os torna semelhantes.

Sábado teve TV Pirata, almoço num pub à beira do rio (com direito a um pôr-do-sol deslumbrante!), teatro e mais uma festa – desta vez a inauguração para o público da Toca dos Mongos, nome carinhoso da casa nova de três amigos brasileiros. Tinha tempo que eu não bebia tanto quanto no sábado, mas até que meu metabolismo se comportou direitinho e nem fiquei de ressaca no domingo.

O que me assustou foi a semelhança macabra entre a peça a que assisti no sábado e os acontecimentos em Birmingham na mesma noite. Playing With Fire fala sobre política, diversidade e relações entre os ingleses “nativos” e imigrantes de vários lugares, especialmente da Ásia (Paquistão, Índia e Bangladesh) e do Caribe. Numa cidade fictícia do norte da Inglaterra, a inclusão de legislação e projetos de inclusão para melhorar a vida dos imigrantes acaba gerando fricção dentro da comunidade – os ingleses brancos não entendem por que os benefícios também não se aplicam a eles, e o conflito escala até gerar uma onda de crimes e brigas na rua.

Birmingham passou o fim de semana em estado de alerta por causa de um boato de que uma menina negra foi estuprada por um grupo de rapazes asiáticos. A bagunça começou no sábado à noite, quando gangues de jovens de ambos os lados se enfrentaram em diversos pontos da cidade, causando mais de 80 incidentes diferentes e uma morte. Mais confusão se seguiu no domingo, mas por sorte começou a chover pesadamente na região, o que parece ter desencorajado os baderneiros. Como sempre acontece, criminosos se aproveitaram da situação para saquear lojas e restaurantes.

Os protagonistas podem ter sido diferentes na peça e no mundo real, mas a fonte dos problemas é a mesma: racismo, intolerância e medo do que não é familiar. O rumor que gerou a confusão em Birmingham evidentemente foi só o estopim de uma crise que já existia. A questão da imigração é seríssima em toda a Europa, e na Inglaterra parece ser um pouco mais complexa porque os imigrantes vêm de lugares e culturas completamente distintos, formando um caldeirão muitas vezes em ebulição.

(Acabei de perceber que me empolguei e escrevi um testamento. Quem quiser saber mais sobre a situação de Birmingham pode visitar a página da BBC.)

P.S.: Obrigada pelas sugestões anti-ratos, meninas, mas não posso ter animais de estimação na minha casa (está no contrato de aluguel). Adoraria ter um gatinho se pudesse, já que não teria tempo pra cuidar de um cachorro, minha paixão de verdade. :-)

Wed
10
Aug '05

Naaaaaaaaaaaaaaa…


Mood: Trabalhadora
Music: Circle of Life, Elton John

Só tenho uma coisa a dizer sobre a versão teatral de O Rei Leão: é deslubrante. Visualmente perfeita, a montagem impressiona do início ao fim. As soluções que os criadores deste musical encontraram para levar um filme de animação aos palcos são engenhosíssimas – ainda não acredito que eles conseguiram me convencer na seqüência da morte do Mufasa. Embora distintamente direcionada ao público infantil, The Lion King com certeza encanta crianças de todas as idades, euzinha incluída. :-)

Quanto ao Craig David… o cara é uma figura. Quase todas as canções do cantor-compositor têm o seu nome no meio, e nas que o nome não está na letra, ele faz questão de falar ‘Craig David, aha, aha’ no início da música, com voz de ‘como sou sexy’. O show teve direito a adolescentes histéricas se esgoelando na primeira fileira, reboladas ensaiadas para fazer as supracitadas fãs perderem o fôlego, discursos politicamente corretos sobre as questões do momento e saídas estratégicas do palco para retirar peças de roupa. Ele tem uma voz ótima e as músicas dançantes são contagiantes, mas era tanto clichê junto que não tem como levar a sério.

Hoje à noite vou tentar vencer a preguiça pra lavar e passar roupa. Vida de dona de casa não é fácil…

Fri
5
Aug '05

Semana cultural


Mood: Calorenta
Music: Ooh La La, Goldfrapp

Semana cultural para mim. Na segunda fui à sessão para a imprensa de um filme sueco chamado Daybreak (nada de mais), ontem finalmente assisti a Charlie and the Chocolate Factory (ótimo!) e na terça vou ao teatro ver o musical The Lion King, que aparentemente é fantástico. Aproveitando que os pais da Marina estão aqui de visita, amanhã vou fazer programa de turista com eles e visitar o Warwick Castle e dar uma passadinha por Stratford-upon-Avon, cidade natal de William Shakespeare.

A parte ruim é que vou perder o primeiro jogo do Everton na Liga dos Campeões… Felizmente, graças aos milagres da tecnologia vou poder saber o resultado através do celular e gravar o jogo com o Sky+ pra assistir quando chegar do teatro. Posso pular as partes ruins e fazer meu próprio ‘melhores momentos’. :-)

Mon
1
Aug '05

If music be the food of love…


Mood: Sonolenta
Music: Heartbreak Hotel, Elvis Presley

If music be the food of love, play on! Se algum dos meus leitores for viciado em Shakespeare, talvez reconheça esta fala como a abertura de Twelfth Night, uma das melhores comédias do bardo inglês. Já tinha assistido à ótima montagem do Globe (cuja companhia é composta somente por homens, como no século XVI) ano passado, e no último sábado fui pela primeira vez ao Open Air Theatre do Regent’s Park para rever a peça.

Um aparte sobre o teatro: apesar do tempo estar esquisito, o OAT é um cenário perfeito para uma noite de verão. Não sei como nem quando, mas vou dar um jeito de ver A Midsummer Night’s Dream lá. Pena que não está passando nesta temporada…

A ida ao teatro foi um dos pontos altos de um fim de semana agitado. Na sexta fui à festa de despedida de um amigo que está se mudando para Madrid, onde passei a noite sendo perseguida por um bêbado chato. Divertido até certo ponto, quando ficou cansativo e eu só queria ir embora. Deve ser um dos efeitos menores do inferno astral. ;-)

Ja no domingo, fui ao Science Museum com amigas e nos divertimos à beça. O museu tem várias instalações interativas e, depois de uma reforma recente, outras atrações como simuladores de movimento e um cinema IMAX. Tentamos ir em um dos simuladores mas ele quebrou na nossa vez. Inferno astral de novo, alguém?

Obviamente, à noite fomos bater ponto no forró, que como sempre foi bom. O único problema era a quantidade absurda de gente que não sabia dançar, e como você só descobre isso depois que o cara te chama, tem que aturar uma música inteira de tortura. Isso e fugir do cara fedorento que queria dançar comigo toda hora. Cruzes!

Queria não ter que sair da cama hoje de manhã, mas não tem jeito. Devo assistir Charlie and the Chocolate Factory esta noite. Não tem como ser ruim: uma história sensacional, Johnny Depp e Tim Burton!

Sun
9
Jan '05

White Christmas


Mood: Renovada
Music: I Still Haven’t Found What I’m Looking For, U2

Não acredito em resoluções de ano novo – cão que ladra não morde, afinal. Prefiro não criar planos ideais, mas sim colocar boas idéias em prática, sem enrolar muito. No meu caso, a primeira foi tentar ressucitar meu alemão por conta própria enquanto aguardo uma vaga no curso do Goethe Institut de Londres – como não pratico o idioma há quase dez anos, tô enferrujadíssima. Até entendo bem quando ouço a língua, mas tentar falar é um convite ao desastre. Para este fim, comprei um dicionário e uma gramática, e imprimi um livro didático para fazer alguns exercícios, começando pelo básico. Vamos ver o que acontece!

O recesso de fim de ano foi ótimo, apesar de uma gripe me derrubar por alguns dias entre o Natal e o Ano Novo. A viagem a Liverpool teve direito a White Christmas (porque nevou no dia 25), assisti a três jogos de futebol em uma semana e me diverti em uma festa de reveillon anos 70! O trabalho começou devagar e deve engrenar nos próximos dias, mas fora isso as novidades são escassas.

Ah, fui ver Romeu e Julieta no teatro na sexta, numa encenação da Royal Shakespeare Company, e no sábado assisti a Vera Drake, o mais recente filme de Mike Leigh, no cinema. A programação cultural de 2005 começou quente! :-)

Wed
8
Dec '04

Call me… master!


Mood: Formanda
Music: Let Me Kiss You, Nancy Sinatra

Vocês podem começar a me chamar oficialmente de mestre agora, hahaha! Na última segunda-feira celebrei minha formatura no mestrado, depois de um ano de muita ralação na Terra da Rainha. A cerimônia, menos formal do que eu esperava, aconteceu no Barbican (maior centro de artes de Londres) e contou com a presença de colegas de turma de várias partes do mundo e amigos brasileiros e ingleses. Em breve fotos do evento estarão disponíveis no meu Fotolog!

Sexta e sábado foram dias tranqüilos; não saí na sexta à noite e no sábado fui buscar minha amiga americana Sherry, que veio pra formatura e está ficando lá em casa até amanhã, no aeroporto, e passamos boa parte do dia em casa batendo papo. Outra amiga, Zuzana (da República Tcheca) também veio, mas foi embora logo depois da cerimônia. Já no domingo fui à festa-surpresa de aniversário de outro amigo brasileiro em Camden, e de noite fui com as meninas encontrar com outra colega de turma, desta vez da Grécia. Voltei pra casa lá pelas onze horas, a tempo de pegar no batente e terminar minhas traduções do dia para a FIFA.

Ontem à noite fui ao teatro assistir a Little Women, baseada no clássico de Louisa May Alcott. O teatro era pequeno e o elenco não tinha estrelas, mas a peça foi ótima. E hoje vou a um pub em Notting Hill encontrar com irmãos torcedores do Everton para comentar a surpreendente performance de nosso time nesta temporada do Campeonato Inglês. Vida social nota 10!

Mon
29
Nov '04

Eu mereço


Mood: Meio mais ou menos
Music: Superstition, Stevie Wonder

Uma correção desde já: meu humor está ótimo, meu corpo é que anda meio mais ou menos – não que eu esteja doente ou nada, são só aquelas fases femininas. ;-)

Tive um final de semana bastante movimentado pros meus padrões britânicos. Na sexta, além de receber minha amiguinha Helga (da Suécia), que está hospedada lá em casa até amanhã, saí para ver outra amiga, a neo-zelandesa Sarah. Pra meu azar, no entanto, deixei a maluca me convencer a beber um licor português meio sinistro e passei mal a noite inteira. Até aí normal, não fosse pelo fato de estar na casa do meu ex-namorado e ter que conviver com ter o rapaz ao meu lado enquanto eu depositava todas as refeições da semana no vaso sanitário. Ugh!

Voltei pra casa no sábado com os intestinos reclamando por conta da minha aventura na noite anterior, e passei a tarde toda descansando porque à noite teria que encarar uma parada duríssima: três horas e meia de Hamlet, encenada pela Royal Shakespeare Company. Apesar do estado lamentável, consegui assistir e me divertir com a excelente produção, encabeçada por Toby Stephens (filho da Maggie Smith, que fez o vilão do último filme do 007).

Domingão foi dia de futebol – meu time inglês empatou fora de casa e está a um ponto do segundo colocado na liga, ninguém menos do que os campeões da última temporada, Arsenal. Tirando a ida ao pub pra ver o jogo, meu dia foi razoavelmente tranqüilo, vendo televisão e batendo papo com a Helga.

Essa semana vai ser boa também; Helga vai embora hoje mas a Aline chega amanhã pra passar pouco mais de um mês por essas bandas. Além disso, tenho um jantar de aniversário na quinta e mais visitas chegando no sábado. Ixi, cansei só de pensar…

Mon
13
Oct '03

Shakespeare in loco


Mood: Fascinada
Music: White Flag, Dido

Passei por uma experiência realmente única ontem: graças a um convite de última hora do novo amigo Leo, fui assistir à última apresentação da comédia Twelfth Night no Shakespeare’s Globe Theatre. Pra quem não sabe, o Globe é uma reconstrução do teatro original onde as peças do dramaturgo inglês eram encenadas há mais de 400 anos atrás. Naquele tempo, mulheres não podiam atuar, então os papéis femininos também eram interpretados por homens. E foi exatamente isso que vi ontem, na encenação da Globe Theatre Company.

Os ingressos mais baratos são no chamado Yard, o espaço central do teatro, que é a céu aberto. O único problema é que você tem que ficar em pé durante as três horas de peça, porque não se pode sentar (motivos de segurança, para pessoas não serem pisoteadas se houver um incêndio, por exemplo). Só que a peça era tão boa (e a companhia, tão fantástica) que, mesmo estando de salto alto, esse pequeno detalhe não me incomodou.

Já li muita coisa de Shakespeare, mas nada se compara a ver a peça encenada na sua frente por atores de carne e osso. O simbolismo se torna ainda mais espetacular se, adicionado ao simples fato de assistir a uma obra do autor ao vivo, você o faz nas mesmas condições que o povo fazia no século XVI. Até os instrumentos que os músicos utilizavam eram réplicas (acho, podem até ser de verdade) dos instumentos musicais da época. E, obviamente, o sotaque britânico faz sim toda a diferença nesse caso.

Conclusão: amei! Se algum de vocês vier a Londres, recomendo o programa – passou no meu crivo de virginiana extremamente crítica com louvor!