Noites na Cidade: Divagações de uma jornalista brasileira em Londres.

Divagações e devaneios de uma carioca em Avalon

Sat
30
Nov '02


Domingo, como sempre, foi dia de jogo, e por isso não vou me alongar na descrição do dia. Na segunda, eu havia convidado com minha “namorada” Sissi para vir aqui em casa – ela ficou de me trazer a primeira temporada da série Roswell para assistirmos no computador. Passei o dia trabalhando na máquina, e no final da tarde ela chegou. Batemos papo, jantamos, colocamos as fofocas em dia, e depois nos acomodamos para assistir ao seriado. Mais ou menos no terceiro episódio, minha amiga capotou, então a coloquei na cama e voltei para terminar de assisti-lo. E quem disse que eu consegui parar? Só fui dormir depois do nono episódio! Sissi, você me viciou nesse negócio! Sorte (e azar) que são apenas três temporadas… Já terminei de ver todos os filminhos da primeira!

Depois de uma segunda completamente caseira, eu tinha que fazer alguma coisa na terça, certo? Errado! Não fiz nada de mais na terça, só trabalho mesmo. Para compensar, quarta-feira foi um dia agitado como há muito eu não tinha. Quando eu estava no escritório, à tarde, a Aline me ligou perguntando se eu queria assistir com ela ao documentário Edifício Master, de Eduardo Coutinho, pois ela havia ganhou um ingresso duplo. Como eu nuna recuso uma ida ao cinema, ainda mais de graça, é claro que aceitei o convite!

Pegamos a sessão das 19hs, e fomos brindadas com uma fantástica obra de arte! Para quem não conhece, o filme é um apanhado de entrevistas feitas com moradores do Edifício Master, um prédio em Copacabana com mais de 250 apartamentos conjugados, e que até pouco tempo atrás era reduto de travestis, prostitutas e até casas de massagem. Cada relato é diferente, contando histórias de pessoas jovens e velhas, esperançosas e desesperadas, felizes e tristes. O lado humano dos personagens, totalmente reais, comove e encanta a platéia ao longo das quase duas horas de filme. Como de hábito, não vou contar as histórias aqui para não matar a graça da película para quem pretende assistir. Altamente recomendado!

Depois do filme, viemos para casa para que eu pudesse trocar de roupa, e partimos pouco depois para um bar aqui em Ipanema onde um amigo da Aline estaria tocando com sua banda. O nome do lugar é Alhambra Steak House, e fica do lado do Itahy, na praça Nossa Senhora da Paz. Fomos lá, fizemos a social básica, ouvimos a primeira metade do show e de quebra ainda assistimos à derrota vitoriosa do Fluminense lá em São Caetano pela tevê. Como não conhecíamos ninguém além do amigo da Aline, baterista da banda, fomos para nosso point de fim de noite, o Shenanigan’s.

Nosso pub favorito estava com uma configuração atípica: não estava cheio, mas mais de 80% dos freqüentadores eram homens, e as mulheres estavam praticamente todas acompanhadas. Como era quarta, pedimos um prato de cajun seafood para provarmos o especial do dia, e não nos arrependemos: a porção de peixe, camarão, arroz e legumes era fartíssima, e pudemos dividi-la irmãmente. O melhor de tudo é que aquele pratão custou apenas R$11,00! Ótima pedida para quem costuma ir lá às quartas, viu povo?

De resto, ficamos conversando tranqüilamente, sendo importunadas apenas por um rapaz meio sem noção que não ficou nem cinco minutos sentado à nossa mesa. Na hora de pagar a conta, a Aline puxou papo com um par de espanhóis bastante simpáticos, ainda que deslumbrados demais – tanto que nem nos empolgamos com o papo dos caras, embora eles fossem bem apessoados. Fim de noite, hora de ir para casa dormir – quinta-feira guardava surpresas divertidas para nós. Mas ela vai ficar para mais tarde, quando eu acordar… Au revoir!

Sat
30
Nov '02


Consegui finalmente sair do estado de choque em que o show do Rush me colocou, pronta para relatar aqui as peripécias da última semana. Não que eu tenha feito grandes coisas, mas algumas curiosidades merecem um lugarzinho aqui. Para começar, dois fatos interessantes em relação ao dia do show.

Fomos para o Maracanã de metrô, por uma questão de praticidade. Assim que entramos no trem da linha dois, encostamos na porta do lado esquerdo do vagão, e depois de alguns minutos de conversa, olhei para cima e vi a placa de identificação do carro com um número bastante sugestivo: 2112! Tínhamos certeza, a partir dali, que o show seria inesquecível.

(Parêntese explicativo para quem não conhece Rush: 2112 é o título de um dos clássicos da banda, uma pérola de singelos 20’34″! Fim do parêntese explicativo.)

Não vou descrever o show em si, até porque me faltariam palavras. Depois daquela overdose de rock progressivo, eu precisava ir até o palco para ver onde aquele trio inspirado havia nos encantado. Arregimentei a galera e fomos para a grade, de onde pudemos ver os roadies e carregadores desmontando tudo para deixar o estádio livre para o jogo do dia seguinte. Reparei que alguns deles tinham uma camiseta preta com os dizeres “Rush Loader”, e comentei com o mano Péuna que seria interessante e exclusivo ter uma daquelas camisetas. Começou, então, uma larga negociação com um dos carregadores, que depois de algum tempo nos explicou que não poderia nos dar uma daquelas camisas, pois elas estavam guardadas em um lugar onde eles não tinham acesso. Ele nos perguntou se servia a “camiseta vermelha”, que pensamos ser a oficial da turnê, à venda nas barraquinhas espalhadas pelo gramado. Péuna aceitou a camiseta vermelha, e o rapaz trouxe a dita cuja para nós. Qual não foi nossa surpresa quando vimos a inscrição nas costas da camiseta, algo como: “This T-shirt was taken from dryer #2 of the Vapor Trails Tour 2002″ – ou seja, a camiseta veio de uma das secadoras de roupa que fazia parte do cenário do palco! Mais exclusivo do que isso, impossível!

Sun
24
Nov '02


Só tenho uma coisa a dizer: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! O que foi aquele solo de bateria do Neil? O que foi ouvir Resist acústico? Como é que deixam o Geddy Lee dedilhar Garota de Ipanema no baixo? AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHH, agora eu posso morrer em paz.

* Este blog entra em recesso até eu conseguir falar com coerência do show do Rush *

Sat
23
Nov '02


Mood: Animada
Music: Limelight, Rush

Para fechar minha semana cinematográfica, assisti ontem à estréia de Harry Potter e a Câmara Secreta, filme baseado no livro homônimo da inglesa J. K. Rowling. Assim como nos livros, o segundo episódio das telonas é melhor do que o primeiro, assustador e sombrio, ainda que peque em alguns detalhes. Os personagens introduzidos neste capítulo da saga do jovem aprendiz de bruxo são pouco explorados, alguns até mesmo “jogados” no filme – como acontece com Colin Creevey, o grudento fã de Harry. A relação entre o protagonista e Ginny Weasley também é ignorada no cinema, o que para mim é um erro imperdoável, já que boa parte das coisas que acontecem na história estão direta ou indiretamente ligadas a isso. Mas isso já é picuinha de fã dos livros; o filme é bom, prende a atenção do espectador do início ao fim, traz a hilária participação de Kenneth Branagh como o vaidoso Gilderoy Lockhart e ainda tem um brinde no final do créditos.

Hoje é dia de show do Rush! Tudo bem que eu ainda nem comprei o ingresso (não por desleixo, mas porque o dia em que fui no Rio Sul comprar, a máquina da Ticketmaster estava fora do ar), mas vou com um grupo grande de fãs ardorosos da banda, e sei que vai ser muito divertido. Estou inclusive me programando no esquema Rock in Rio, levando água e petiscos, porque ninguém é de ferro. Se algum leitor desavisado estiver indo ao show e quiser combinar alguma coisa por lá, é só me ligar no celular.

Fri
22
Nov '02


O gosto musical diz muito sobre uma pessoa, certo? Pensando nisso, alguém criou esta lista de bandas (e músicas) marcantes na vida das pessoas, e vários blogs já a divulgaram por aí (eu, por exemplo, peguei da Sissi). Vamos às minhas respostas:

boa: I Want You To Want Me, Letters to Cleo
muito boa: Fear Of The Dark, Iron Maiden
maravilhosa: Candy, Iggy Pop & Kate Pierson
promete: Kosheen
não me convenceu: Paul Oakenfold (não sou fã dos remixes do cara)
lixo: É O Tchan, KLB, Wanessa Camargo (ugh!)
gosto do nome: Velhas Virgens, Smashing Pumpkins, Locomia (é engraçado, vai!)
tem um visual legal: Pizzicato Five (mutcho doido!)
quando acabou fiquei inconsolável: Queen
ainda bem que acabou: dezenas de bandas de pagode de corno
esqueceram de enterrar: Mariah Carey
eterna: Beatles
todo mundo gosta menos eu: Eminem
já ouvi falar mas não sei do que se trata: Ryan Adams
tá na minha parede: Serve o Neil Gaiman? ;)
tem alguém que eu pegaria: A-Ha (Morten… Yummy!)
era legal mas ficou ruim: Red Hot Chili Peppers
até há pouco tempo atrás não gostava: Sepultura
quando era criança achava horrível: Iron Maiden (pode isso???)
tem história para virar filme: Roy Orbison (ô vidinha triste)
ninguém imagina que eu ouço: Gypsy Kings, The Carpenters
só tem um disco bom: Não consigo lembrar de nenhuma
só tem fãs chatos: Sandy & Junior
que cabelo é esse: Alanis Morrissette no início da carreira
que nome escroto: Mike and the Mechanics (hã?)
do Brasil: Legião Urbana e Cazuza
mudou a minha vida: Os Saltimbancos, Chico Buarque
a melhor de todos os tempos: Bohemian Rhapsody, Queen
me faz dançar: That Thing You Do, The Wonders
me faz feliz: Walk Like An Egyptian, Bangles
me entristece: How Can I Go On, Freddy Mercury & Montserrat Caballé
me alegra: Modern Love, David Bowie
me faz lembrar alguém significante: Wish You Were Here, Blackmore’s Night
não gostaria de ouvir de novo: Pense Em Mim, Leandro & Leonardo
tocaria no meu funeral: Silent Lucidity, Queensryche
não admito que gosto: Rush, Rush, Paula Abdul
faria tudo para ouvi-la num show: The Hunter Gets Captures By The Prey, Massive Attack
gosto da letra: Escravo Da Alegria, Vinícius & Toquinho
é melhor quando tocada no carro: Bohemian Rhapsody, Queen
gostaria de acordar com: Can’t Take My Eyes Of You, Frankie Valli (cantada no meu ouvido de preferência)
é melhor ouvida quando está acompanhado: Kiss From A Rose, Seal
foi tema de um dos meus filmes favoritos: Who Wants To Live Forever, Queen (Highlander rules!)
faz pensar em sexo: Taste, Lorna Vallings
me faz querer estar sozinho: Crying In The Rain, A-Ha
me faz sorrir: Because I Got High, Afroman
gosto de ouvir em bares: Perfect Strangers, Deep Purple
posso cantar bem: The Lord Of The Rings, Blind Guardian
me deixa com cara de paisagem: Fear And Love, Morcheeba
acho que só eu conheço: Gin Blossoms

Thu
21
Nov '02


Apenas para dar um feedback sobre o Charlie para quem acompanha o blog: a cirurgia transcorreu sem problemas, e ele realmente tinha um tumor no testículos, que foi extraído e enviado para a biópsia. O cão chegou em casa meio cabisbaixo, e quando cheguei (lá pelas cinco e meia, pois tive que ir ao médico à tarde) ele me recebeu com alegria, mas deu pra perceber que ainda estava baqueado. Desde então, ele está grudado comigo: dormiu deitado no meu colo duas vezes (muito fofo!) e agora está deitado no chão do meu lado enquanto escrevo. Ele só está com um pigarro incômodo, porque foi entubado e a traquéia dele ficou irritada. Mas, fora isso, tudo normal. A veterinária falou que ele é um cachorro muito forte, e que vai se recuperar rapidinho. Ainda bem!

Thu
21
Nov '02


Mood: Preocupada…
Music: Get Free, The Vines

Este post estará dividido em duas partes: a parte séria e a parte legal. A parte legal vai tratar do dia de ontem, que fui ótimo, e do presente lindo que ganhei da mamãe Dri. Já a parte séria vai falar do meu cãozinho, Charlie, que hoje entra na faca.

Parte Legal

Ontem, dia 20, foi feriado estadual no Rio de Janeiro, comemorando o Dia da Consciência Negra através de seu herói Zumbo dps Palmares. Meu irmão e a cunhada iam ao Downtown encontrar com duas amigas para passear, e me convidaram para acompanhá-los. Fomos então almoçar no Galeria Gourmet, um grande restaurante que fica em frente aos cinemas, e que oferece um farto buffet do tipo “coma quanto quiser” por um preço fixo. Obviamente, comi o suficiente para não ter que me procupar com o jantar, entre saladas, churrasco, pizzas e sushi. Muito bom!

De lá, enquando as demais meninas (Dani e suas amigas) foram fazer comprinhas, eu e meu irmão partimos para uma das diversas lan houses do shopping, na vã tentativa de jogar Counter-Strike em rede. Descobrimos que não é tão simples quanto parece, ainda mais num lugar recehado de viciados no joguinho, e sem conhecer as manhas do negócio. Também não pudemos ficar muito tempo praticando, pois tínhamos ingressos comprados para a sessão de 17:50hs do filme Dragão Vermelho, e logo tivemos que abandonar o jogo para nos dirigirmos ao Cinemark.

Para quem não sabe, Dragão Vermelho conta a história anterior à de O Silêncio dos Inocentes, primeira incursão cinematográfica do genial Hannibal Lecter, interpretado magistralmente por Anthony Hopkins. Em Dragão Vermelho, Hopkins tem a sorte de contracenar com o fantástico Edward Norton, de quem sou fã desde As Duas Faces de um Crime, e que é, para mim, um dos melhores atores americanos de todos os tempos. O elenco traz ainda Ralph Fiennes, numa atuação maravilhosa, Harvey Keitel e Emily Watson (muito boa também). Como o filme é de suspense, não vai ter a mínima graça se eu contar qualquer coisa da história, mas vou deixar aqui minhas impressões sobre a película.

Macabro, doentio, arrebatador, impressionante, dramático, romântico, triste, surpreendente – todos estes adjetivos podem ser apropriadamente vinculados ao filme. Os personagens são densos e humanos, a história prende do início ao fim, e as atuações do trio de protagonistas (Norton, Hopkins e Fiennes) certamente figurará nas listas de indicados ao Oscar deste ano. Todas as circunstâncias apresentadas são verossímeis, e a tragédia pessoal de heróis e vilões comove a platéia. E, como não podia deixar de ser, o charme e o brilhantismo do dr. Lecter permeia cada movimento da trama. É um filmaço, em todos os sentidos, e definitivamente recomendado – menos, é claro, para pessoas de coração fraco e sensíveis a cenas nojentas.

Saímos do cinema e fui verificar as chamadas não atendidas no meu celular, enquanto meu irmão comprava na livraria o último volume das Crônicas de Arthur, de Bernard Cornwell, Excalibur. Um dos números era do Marquinhos, e logo liguei de volta para ele. Ele estava me chamando para a comemoração de seu aniversário, que foi ontem mesmo, no Puebla Café. Aproveitei que estava na Barra e ainda dei uma carona pro aniversariante até o local da comemoração. Fomos os primeiros a chegar, apesar do atraso relativo ao horário combinado, mas em pouco tempo a galera começou a aparecer: Netto e Sílvia, Mineiro e Lu, Lúcio, Marcus, Luciana e Paulo, e Rener e Chris, que estavam lá quando chegamos e se juntaram ao animado grupo. Ficamos comendo, bebendo e batendo papo até tarde (para uma quarta-feira, claro!), e ainda tiramos algumas fotos para registrar o momento.

O ponto mais engraçado da noite, no entanto, foi quando estávamos voltando para acsa, aproveitando a inestimável carona do Paulo: passando em frente à casa do Duda, que voltou recentemente de uma longa temporada nos Estados Unidos, perguntávamos se ele estaria lá. Quando olhei pra frente, ele estava saindo de um táxi exatamente do nosso lado! Paramos, buzinamos e cumprimentamos o sumido, que não apareceu na Cobal porque já tinha um compromisso anterior com a Rafaela e a Verônica. Encontro bizarro!

Hoje de manhã, ao verificar meus e-mails, me deparei com um comentário da Dri aqui no blog, falando que tinha um presente pra mim, Eu já sabia do que se tratava, pois a mamãe está numa fúria ensandecida por fazer fansigns para todos os amigos linkados em seu blog. Ela já fez até um metablog apenas para as figuras, e são todas tão bonitas que vale a visita. Aqui está o meu presente:

Obrigada, mamãe!

Parte Séria

Como eu já tinha dito por aqui, o Charlie (meu cão) fez há algum tempo uma ultrasonografia que acusou um tumor nos testículos. Depois de um tratamento pré-operatório, hoje ele entra na faca para extrair o tal tumor. Neste exato momento, ele deve estar sendo sedado pela veterinária, e minha mãe deve estar voltando para casa, após deixá-lo lá. A cirurgia é simples e não deve ter problemas, mas como o Charlie já é velhinho (vai fazer 11 anos) e tem alguns outros problemas de saúde, é impossível deixar de ficar preocupada. Hoje à tarde mesmo ele volta para casa, se tudo correr bem, o que espero que aconteça. Por isso, gostaria de pedir a compreensão de meus leitores caso eu fique um tempinho sem escrever, ok?

Tue
19
Nov '02


Ontem, fui ao cinema com a Sissi e a Vanessa – fomos assistir à deliciosa comédia Casamento Grego, um filme completamente despretensioso que se tornou a sensação do verão americano, faturando uma fortuna e levando milhões de espectadores aos cinemas.

É fácil entender por que a história da moça grega que quer mais da vida do que apenas casar, ter muitos filhos e fazer muita comida atrai tanto as pessoas às salas de exibição: Toula (a protagonista) é filha de um casal grego tradicionalíssimo, e a comunidade grega, retratada com fidelidade no filme, lembra um pouco a judaica – conservadora, fechada e superligada às tradições milenares de seu povo. Exemplos: Gus, o pai de Toula, passa o tempo todo dizendo que pode encontrar a raiz grega de qualquer palavra (conseguindo fazer isso com o termo kimono, numa cena hilariante!); todas as crianças devem ir à escola de grego; as moças só podem se casar com homens gregos, e os rapazes devem procurar moças gregas virgens; todos são extremamente religiosos, seguidores da Igreja Grega Ortodoxa; entre tantos outros detalhes.

Voltando a nossa heroína, Toula ambiciona aprender coisas novas (em vez de passar a vida tocando o restaurante do pai), e não pretende ser uma dona de casa parideira, contando com o apoio da mãe (uma figuraça!) para voltar a estudar e trabalhar com informática na agência de viagens da tia Voula (pra mim, a personagem mais engraçada de um filme recheado de tipos hilários). Na mesma época, ela conhece o professor Ian Miller, um gatão romântico e educado que está à procura de uma mulher diferente, que fuja dos padrões pasteurizados da americana loira de olhos azuis. Os dois dão início, então, a um fulgurante relacionamento secreto, pois a família da moça não aceitaria o namoro se soubesse que ele não é grego.

Não vou contar o resto em respeito aos leitores que ainda não assistiram ao filme, mas adianto que vale a pena acompanhar as peripécias da divertida e adorável família grega de Toula. Para as moças, Casamento Grego ainda tem dois atrativos extras: Ian Miller e o irmão de Toula, Nicko, dois gatos de tirar o fôlego e com estilos completamente diferentes.

Frases célebres:
* “O homem é a cabeça da família, mas a mulher é o pescoço, e o pescoço vira a cabeça para onde quiser.” (pérola da mãe de Toula)
* “Porque minha vida começou quando te conheci.” (resposta ultraromântica de Ian quando Toula pergunta por que ele a ama)
* “Eu sou o menor dos seus problemas – a família já sabe!” (da prima de Toula, Nikki, para Ian, quando os dois são flagrados por ela aos beijos)

Corram já pro cinema, e levem namorada(o), esposa(o), mãe, pai, papagaio, cachorro e quem mais estiver por perto!

Mon
18
Nov '02


Mood: Gripadinha
Music: Superstylin’, Groove Armada

Minha ida à Casa da Matriz no sábado acabou sendo divertidíssima, ainda que meus dotes de promoter tenham falhado (das quase quarenta pessoas da lista, devem ter aparecido umas doze). Meu maninho mostrou sua desenvoltura nas picapes (ainda que com alguns tropeços), os aniversariantes da noite se divertiram, conheci pessoas legais e interessantes e ainda dancei alucinadamente ao som de muito rock, hip-hop e drum’n'bass. E o melhor de tudo é que o preço da noite foi R$1,50! Adoro quando isso acontece!

Pela enésima vez esse ano, vou voltar a treinar direito. Os percalços profissionais dos últimos meses praticamente sepultaram minha vida de aikidoca, mas agora que estou resolvedo as coisas aos poucos, quero praticar de novo como eu fazia ano passado, regularmente e com seriedade. E, dessa vez, sei que vou conseguir. Cansei de adiar as coisas que me dão prazer por conta do trabalho – depois de mais de um ano, descobri que não vale a pena. Wish me luck!

Sat
16
Nov '02


O Noites na Cidade adere oficialmente à campanha “Nerds Mandam Bem”, e o texto abaixo define bem as razões. Meus parabéns à Lia, que conseguiu descrever perfeitamente por que nerd não é um termo pejorativo.

NERDS MANDAM BEM

Por Lia Portocarrero

Pra começo de conversa, vamos definir a que tipo de nerd estamos nos referindo. Lógico que não são aqueles nerds sem vida social – se, afinal, afirmamos que eles mandam bem, estamos nos referindo aos nerds-que-comem-mulher. Aos que ainda acreditam nos estereótipos mostrados no cinema, Jerry Lewis, Irmandade Lambda Lambda Lambda, meus pêsames. No planeta de onde eu vim, nerd é aquele cara (ou garota) que nutre alguma obsessão por algum assunto a ponto de a) pesquisar; b) colecionar coisas; c) fazer música; d) escrever sobre (normalmente acompanhado de pesquisa); e) não sossegar enquanto não descobrir como funciona; f) não dormir enquanto o programa não rodar – o que não quer dizer que não se relacionem com o sexo oposto.

Enfim, nerds comem mulher sim, e bem – e aqui a gente afirma como e por que isso é verdade.

Aparência

As aparências não enganam: os óculos são de tanto ficar grudado no micro ou na tevê desde criancinha. A má postura é aparente, às vezes com inclinação pra um ou outro lado – provavelmente por carregar o notebook. Ele tem calos nas bases das palmas das mãos – e isso não tem nada a ver com punheta, mas com mouse e digitação. Às vezes o visual é moderno, retrô, desleixado, arrumadinho demais… tanto faz, nega. O fato é que, se você não conheceu ele pela internet, provavelmente ele é bonito, senão não haveria aquele contato visual que determina se a outra pessoa é interessante ou não. Aliás, mesmo caras que você conhece pela internet podem ser lindos. Ou ele é feinho, mas você está apaixonada pelo intelecto dele, pela conversa, sei lá, e acha ele maravilhoso. Portanto, se você tem um nerd em suas mãos, ele é maravilhoso – e foda-se a má postura, se ele estiver deitado ou de quatro em cima de você, isso é o de menos, acredite.

Refinamento cultural

Nerds lêem. Nerds pesquisam. Nerds gastam 70% do salário em música. Nerds adquirem conhecimento. Não importa em que área, o que importa é que o vocabulário deles é ilimitado. Um “Você é a estrela mais brilhante do céu” certamente virá acompanhado de uma aula sobre o Sistema Solar onde você descobrirá que, na classificação de tamanho das estrelas, a Alfa é a estrela mais brilhante de uma constelação, e se o Centauro é a constelação mais perto do nosso sistema solar, você é a Alfa-Centauro brilhando no coração dele. Um bilhetinho com uma letra de música nunca, graças a deus, nunca vai ser uma letra cafona do Bryan Adams: ele sempre vai achar uma banda obscura, um cantor performático, ou vai te convencer de que aquela guitarra FALA, e é sobre amor. Ele pode inclusive escrever um conto em sua homenagem, fazer cartões feitos de disquetes obsoletos, realizar instalações artísticas em vídeo digital, criar uma conta no servidor dele pra você baixar o que quiser do HD dele, mas NUNCA, NUNCA, NUNCA vai demonstrar seu amor chamando aqueles carros com alto-falante e fogos de artifício. Nunca. Pense nisso.

Dedicação

O nerd-padrão tem tesão no mecanismo das coisas. Do mesmo jeito que quando ele era pequeno, desmontava relógios pra saber como funcionava, hoje ele quer saber como a sociedade se porta perante problemas, como funciona uma distorção, qual a aplicação do efeito doppler para descobrir a idade de uma estrela, ou melhor ainda, qual é a melhor maneira de te fazer gozar. Vai se dedicar a descobrir cada movimento que te dá prazer, vai tentar decifrar cada gemido seu, vai olhar bem pra saber onde está metendo a língua, vai cuidar de você como se fosse o seu set de dados de RPG. Principalmente para não perder o D4.

Fora dos padrões

A melhor coisa dos nerds, sem dúvida, é que eles não são como os outros caras. Lógico que eles acham a Ellen Roche gostosa, que idéia, mas na prática eles gostam de garotas branquelas, magrelas ou com barrigas macias e apertáveis, esquisitinhas, com maquiagens estranhas, sem maquiagem alguma, garotas-fetiche de couro e vinil, garotas aparentemente sem charme mas que tenham lido “Uma Breve História do Tempo” e entendido. Ou seja, tem pra todas. Não tem essa de “eu não faço o tipo dele” – todas fazem, desde que o conteúdo siga a mesma linha do dele, ou que o gosto musical seja razoavelmente parecido. Fica tranqüila.

Teoria do Caos

Você nunca pode prever um nerd na cama. Aquela cara magrelo e aparentemente inofensivo pode ser um vulcão e te dar vários tapas na bunda e te pegar de jeito – e o melhor, ele é magrinho, não vai te machucar, maravilha. Aquele outro que se apaixona facilmente por qualquer mulher que sorri pra ele pode esconder um kit SM no armário. Aquele outro ali que ouve RPG Metal e tem cara de que nunca comeu ninguém, não duvide, ele pode estar envolvido em rituais pagãos envolvendo orgias à luz da lua e sacrifício de virgens. Aquele outro que passa o dia visitando sites de sexo bizarro com animais, anões e ets pode ser um gentleman e fazer aquele papai e mamãe básico cheio de carinho e beijos e abraços que a gente adora. Você não tem como prever, eles são esquisitos, eles são freaks e isso é excitante demais. Rotina? Só se for rotina em C++.

* * *

É por isso que eu e minhas amigas somos partidárias do movimento “Nerds Mandam Bem”. Porque se eles não dormem enquanto o programa não roda, eles não gozam antes de te fazer gozar. Se eles sabem a estratégia perfeita para matar um orc com uma adaga independente da pontuação, eles sabem te conquistar. Se eles devoram todos os livros que vêem pela frente, sempre saberão as palavras certas pra te deixar excitada só de ouvir. E porque se eles amam tanto sua coleção de discos, podem amar você também.

Sat
16
Nov '02


Mood: Cansada, mas pronta pra balada
Music: Letters to Cleo, I Want You To Want Me

Descobri uma coisa muito legal: se tudo o mais falhar e eu estiver desempregada e sem perspectivas, posso trabalhar como promoter com algum sucesso. Por que cheguei a essa conclusão? Hoje é aniversário de dois amigos meus, o Franklin e o Dan, e nenhum deles sabia o que fazer para comemorar. Ao mesmo tempo, meu maninho Péuna me ligou perguntando se eu não queria ir à Casa da Matriz hoje, porque parece que os sábados andam bem vazios. Logo, eu, que não sou boba nem nada, uni o útil ao agradável: juntei as festas dos dois com a ida à Matriz, e em menos de duas horas já havia quarenta pessoas na lista. Se isso der dinheiro, posso até pensar em mudar de carreira…

Mudando de assunto, numa das pausas que fiz entre horas de trabalho na frente do computador, assisti a um ótimo filme no Cinemax, canal da TVA. Malena é a última obra do cineasta italiano Giuseppe Tornatore, o mesmo de Cinema Paradiso. A primeira vez em que ouvi falar dele foi na cerimônia do Oscar deste ano – Malena concorria às estatuetas de melhor fotografia e trilha sonora (composta pelo magistral Ennio Morricone). O filme narra a história de Renato, um garoto siciliano cuja vida muda depois de conhecer a sensual Malena, filha de seu professor de Latim. A moça, belíssima, é casada, mas seu marido foi convocado para a guerra (a história se passa em 1940), e todos os homens da pequena cidade de Castelcuto a cobiçam – e, obviamente, as mulheres a invejam. Sensível e triste, o filme tem como pontos fortes o excepcional elenco, encabeçado pelas generosas curvas e grande talento de Monica Belucci no papel-título, e revelando a expressividade de Giuseppe Sulfaro, o estreante que interpreta Renato.

Fri
15
Nov '02


Voltando à nossa programação normal, pós-marines, alguns resultados de testes que vi nos blogs dos amigos:

What is your inner spirit?
brought to you by Quizilla


You’re bubbly! Life doesn’t get you down, or if it does, not for long! If your friends need cheering up, you’re right there for them!
A different quiz, what strange type of person are you?

brought to you by Quizilla

romantic kisser

You Are A Romantic Kisser!

You’ll only kiss if the mood is right and if you think you are falling in love. Some may say you’re old fashioned, but when you kiss, you see stars! One kiss from you, and anyone will be hooked forever.

How Do *You* Kiss?
More Great Quizzes from Quiz Diva

Fri
15
Nov '02


Data estelar: Quarta, 13/11/2002
Local: Marius / Shenanigan’s

Quarta era o último dia livre de nossos amigos marines no Rio de Janeiro, pois à meia-noite eles deveriam estar de volta no navio para partir na quinta pela manhã. Não pude passar mais um dia com eles, porque em algum dia da semana eu tenho que trabalhar, afinal, e fui para o escritório. Fui cedo, no entanto, para tentar sair o quanto antes, mas esse esforço acabou sendo desnecessário: só soube dos americanos à noite, quando eles rumavam para jantar no Outback (como gostam de lá esse gringos!), por volta das 20hs. Pouco depois, no entanto, Jason me ligou de novo informando que eles não conseguiram entrar lá porque estava muito cheio, e que estavam rumando para a Marius, no Leme.

Enquanto isso, mobilizei as meninas (Aline e Paula) para encontrarmos os rapazes e nos despedirmos deles, mas acabamos só conseguindo sair de casa depois das 22hs, já no limite do prazo deles para regressar ao navio. Chegamos na Marius e eles estavam nos esperando na porta. Ficamos batendo papo e dizendo adeus por uns 15 minutos, e depois eles correram num táxi de volta ao Portland, que estaria rumando no dia seguinte para Porto Rico.

Como uma forma de homenageá-los, acabamos indo parar mais uma vez no Shenanigan’s, nosso point da semana. Bebemos, a Aline jantou e relembramos os bons momentos que passamos em companhia dos americanos. Pena que já acabou, foi uma semana especial e única.

Fri
15
Nov '02


Data estelar: Terça, 12/11/2002
Local: Outback / Shamrock

Fui obrigada a capotar de sono no meio do processo de localização dos dois desaparecidos, e só acordei lá pelas quatro da tarde. Eu e os cinco marines partimos então para o Outback, onde uma deliciosa refeição nos aguardava (pra mim, café da manhã, almoço e jantar combinados). De lá, demos uma volta no Rio Sul e voltei depois para casa, onde só tive tempo de tomar um banho, checar meus e-mails e me arrumar para o aniversário do Bruno, que seria comemorado no Shamrock/Paddy Fla’s, outro pub irlandês, só que em Copacabana. Aline e seu primo Flávio vieram me buscar, e chegamos lá por volta das 22:30hs.

Em meio a descontraídas conversas com amigos, descobrimos que os marines também tinham estado lá na noite anterior: havia uma nota de um dólar presa à estante de bebidas, contendo os dizers “USMC – USS Portland”. Malditos americanos, estavam por toda a parte!

Como não poderia deixar de ser, nossos amigos Jason, Chris, Shannon, Mike e Mike se juntaram a nós mais tarde, e alguns outros de seus companheiros também apareceram no pub. Eu estava caindo de sono depois dessa maratona de festas e farras, e fui obrigada a tirar um cochilo num não muito confortável banquinho. Outro primo da Aline, o Fabiano, nos deu uma carona de volta, lá pelas três e meia da madrugada.

Fri
15
Nov '02


Data estelar: Segunda, 11/11/2002
Local: Hard Rock Café / Shenanigan’s

Depois de dormir (pouco), fiz algumas coisas em casa e, à tarde, parti com minha mãe em direção ao Planetário da Gávea, onde estava acontecendo uma feira de educação britânica, com estandes de diversas universidades inglesas. Buscamos a Aline e fomos para lá, e no meio do caminho o Jason me ligou informando que os planos para aquela noite eram de jantar no Hard Rock Café. Eu e Aline obviamente topamos, e ele ficou de me ligar mais tarde para combinarmos.

Depois de muitas horas passeando na feira, obtendo informações interessantíssimas e carregando toneladas de prospectos, além de esbarrar com algumas figurinhas conhecidas, deixamos a Aline em casa e voltamos para o lar, já por volta das 20:30hs. Tomei um banho, me arrumei e dei alguns telefonemas, convidando outras pessoas a ir lá conosco.

Depois de tudo combinado com o Jason e com as meninas (Adriana e Aline iriam comigo, e mais gente se encontraria conosco lá), fomos para a Barra, onde nos encontramos com os rapazes (Jason, Chris e Shannon). Descobrimos lá que metade dos tripulantes do navio estava naquele momento no Shenanigan’s, onde estavam comemorando a festa de despedida de solteiro de um deles (não me perguntem quem!). Batemos papo, comemos, apresentamos o lugar aos meninos e contamos com o reforço da Fernandinha, que apareceu um pouco depois, e da Carla e dois amigos, que chegaram quando o restauante já estava fechado. Resolvemos então partir de lá para o Shenanigan’s, visto que o local deveria estar superanimado, e dividimos o pessoal nos dois carros que tínhamos à disposição.

Realmente, o pub irlandês de Ipanema havia sido tomado de assalto pelos militares norte-americanos – tinha fuzileiros e marinheiros para todos os lados, de oficiais a recrutas. Bebemos, conversamos, rimos e decidimos ir quando o pub estava fechando, por volta das quatro da matina (tarde para uma segunda-feira, mas compreensível devido ao grande movimento). Só que uma preocupação surgiu: o grupo com que estávamos desde o Hard Rock tinha mais dois membros, que estavam desaparecidos. Até aí nenhum problema… só que os cinco tinham que voltar juntos ao navio, pois haviam saído juntos, e eles entrariam de serviço às sete da manhã…

Começamos então uma busca frenética pelos dois marines perdidos, com os três remanescentes contando com minha ajuda e da Aline. Ligamos para vários lugares, voltamos para o hotel onde eles estavam hospedados, tudo em vão. Só fomos descobrir onde eles estavam lá pelas dez da manhã: apesar do combinado ter sido voltar para o hotel caso eles se separassem, os dois perdidos tinham regressado ao navio!

Thu
14
Nov '02


Data estelar: Domingo, 10/11/2002
Local: Porcão Rio’s

Domingo era um dia muito importante para nossos novos amigos: dia 11 de novembro é o aniversário da formação dos United States Marine Corps, que completaram em 2002 *apenas* 227 anos de existência. A festa aconteceu na churrascaria Porcão Rio’s – uma enorme tenda foi montada atrás do prédio do restaurante, e uma banda tocava música ao vivo na hora em que chegamos, pouco depois das 18hs. Passamos antes no hotel onde Jason e seus companheiros estavam hospedados, mas só o primeiro estava nos esperando: os demais foram na frente.

Éramos eu, Aline e Adriana em meio a uma multidão de homens, um verdadeiro harém masculino. Tinha para todos os gostos, de todos os tipos, formatos e tamanhos. Enquanto Aline e Adriana procuravam seus respectivos pares, Jason me levou para o meio da muvuca, onde começou a me apresentar para seus amigos. Chegaram a pensar que eu era americana (tirei onda com o inglês!), e ainda por cima nova-iorquina! Curtimos a vista, batemos papo e tiramos várias fotos durante o coquetel que precedeu a cerimônia de comemoração do aniversário do USMC.

A cerimônia, teve dois pontos altos: o discurso que comparou a criação dos marines com a criação do mundo por Deus, com direito a tradução simultânea (era difícil saber o que estava mais engraçado: o original ou a tradução, com palavras que nunca usamos no dia a dia!), e aquele bando de homens uivando e latindo como cachorros toda vez que gostavam de algo que era dito nos discursos.

(Parêntese explicativo: o comportamento canino se deve a um episódio ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial, que rendeu aos marines o apelido de Devil Dogs (cães do diabo, em português). Havia uma floresta na França que ficava no meio de um pântano, e os alemães estavam entrincheirados lá dentro sem que ninguém pudesse tirá-los de lá. Chegam então os marines e chutam as bundas dos alemães até o outro lado da fronteira, sendo chamados pelos inimigos de Teufelhunds, que vocês podem imaginar o que significa. Fim do parêntese explicativo.)

Depois dos discursos, veio o jantar. Churrasco, sushi bar, saladinhas e sobremesa – tudo o que nós e os militares precisávamos para nos refastelar de comida. Provocamos o Thomas (o marine da Paula) durante muito tempo, porque ele havia amarelado e não aparecera na noite anterior na Sister Moon, e ele ligou para a Paula para pedir desculpas e insistir que ela fosse na festa. Ela acabou aparecendo mais tarde, para alegria do rapaz.

Testemunhei ainda um ritual interessantíssimo, em que cerca de 30 marines se reuniram no bar para beber um drinque flamejante de nome comprido e complexo (obviamente já esquecido por esta que vos escreve). Era Drambuie puro (ugh!) com fogo, e o objetivo era tomá-lo rápido e manter a chama acesa no copo. Teve um que quase queimou o bigode!

Depois do jantar, a tenda se transformou em uma grande pista de dança, com um DJ animando os já bêbados americanos. Teve trenzinho, roda de dançarinos, um cover do Michael Jackson e muitas outras atrações. Foi também neste momento que os casais ficaram mais “aconchegados”, por assim dizer.

Por volta da meia noite, o baile acabou e decidimos sair para outro lugar. Os pares de Aline e Adriana tinham que voltar para o navio para trocar de roupa, e por isso eu e as meninas acompanhamos o Jason até seu quarto de hotel, onde aguardamos a chegada dos demais. Nesse meio tempo, a Paula tinha saído mais cedo com o Thomas, teoricamente em direção à Nuth – mas essa é outra história, e fica para outra oportunidade…

Duas horas depois, voltam os marines que haviam ido para o navio trocar de roupa – sem o Lance, que aparentemente havia sido proibido de deixar o barco novamente pois entraria de serviço às 5 da manhã. Eu, Jason, Adriana, os outros três marines e uma Aline arrasada fomos, então, para um galeto do lado do Cervantes, a única coisa aberta às 3 da madrugada de domingo por ali, e lá terminamos nossa noite, voltando para casa quase de manhã.

Thu
14
Nov '02


Data estelar: Sábado, 09/11/2002
Local: Sister Moon Club

Depois da animada noite de sexta, quando conhecemos os tripulantes do U.S.S. Portland, eu, Aline, Adriana e Carla decidimos ir no sábado ao nosso tradicional point, a boate Sister Moon. O marinheiro (não era um marine, mas sim um soldado da Marinha) da Aline, chamado Lance, ligou para ela umas três vezes querendo saber como chegar lá e que horas estaríamos no lugar, tamanha era a ansiedade do rapaz. Eu, que já havia meio que combinado com outro grupo de ir para lá, estava relaxada, mas não fui contactada por eles.

Chegando na Sister Moon, o grupo do Lance já estava lá. Fomos apresentadas a mais alguns marinheiros e marines, todos bem novinhos (mais novos do que eu!). Pouco tempo depois, o grupo com quem eu havia conversado na sexta (composto por cinco marines: Jason, Shannon, Chris, e dois Mikes) chegou e ocupou uma animada mesa com mais algumas pessoas, entre outros fuzileiros e algumas garotas, amigas de um deles, que já morou no Brasil.

Um dos marinheiros, chamado John, passou a noite batendo papo com a Carla – disse para ela que tinha 23 anos, mas na verdade tinha 20 (mas só fomos descobrir isso bem mais tarde). Aline ficou o tempo todo ao lado de seu Lance, e eu alternava momentos na pista de dança e na mesa dos marines. Todos eles são muito divertidos (fãs de Monty Python!), e por afinidades específicas, acabei conversando a maior parte do tempo com o Jason, o mais velho do grupo (com 29 anos).

Mais para o final da noite, a Paula saiu da festa onde estava e se juntou a nós na boate, mas o cara com quem ela tinha se enrabichado, Thomas, não apareceu. Ela passou o restante da noite sendo assediada por um rapaz bastante “saidinho”, que inclusive tem ligado para ela todos os dias desde então.

Fomos todas mais uma vez convidadas para a festa do dia seguinte, em comemoração ao aniversário da criação dos US Marine Corps, e seguimos de lá para o Letras & Expressões mais uma vez, levando conosco Lance, John e mais dois rapazes. A farra só terminou pela manhã, quando os rapazes tiveram que voltar para o navio de novo.

Thu
14
Nov '02


Depois de quase uma semana de ausência, volto a postar neste blog as minhas aventuras com os marines, que só terminaram ontem à noite. Para a melhor compreensão dos eventos por parte de meus amados leitores, vou relatar o que aconteceu na ordem cronológica dos acontecimentos, ou seja, de sábado até ontem.

Sat
9
Nov '02


Mood: Positivamente impressionada
Music: In The Navy, Village People

Ontem tive uma noite quase surreal para nossos padrões tupiniquins. Fui ao Shenanigan’s com a Carla, a Aline e a Paula. Como sempre acontece às sextas-feiras, o lugar estava lotadíssimo, e acabamos indo pra varanda (a parte mais fresquinha do pub), onde encontramos um grande grupo de gringos (o que também é normal). Papo vai, papo vem, descobrimos que eles eram marines (fuzileiros navais americanos) e soldados da Marinha, servindo à bordo do U.S.S. Portland, um navio anfíbio que está ancorado em Niterói. Passamos a madrugada inteira conversando com eles, todos muito divertidos e interessantes (para não falar yummy!). Mas o que realmente nos impressionou foi como eles eram respeitadores e atenciosos – duas qualidades difíceis de se encontrar nos homens abaixo da linha do Equador.

Apenas para dar alguns exemplos, num determinado momento passamos por um dos caras do navio, o único que estava beijando uma menina. Outro deles virou-se para a Paula e comentou: “Ele faz isso em todo porto que paramos, um absurdo, não acha?”. Aqui, os caras chegam a te chamar de frígida se você se recusa a beijá-los de cara!

Mais tarde, um deles virou-se todo formal e perguntou para a Aline se ela lhe daria a honra de ir com ele ao baile dos fuzileiros, uma solenidade que acontece este final de semana no Hotel Intercontinental. Tão bonitinho, parecia que ele estava convidando seu date para o prom! E, depois de a Aline comentar que a maior diferença entre os americanos e nós era a distância que eles mantêm uns dos outros, sem se tocarem mais do que o necessário, ele pegou na mão dela e ficou segurando, para manter contato.

Fomos com alguns deles ao Letras & Expressões para tomar um café, e de lá colocamos o animado grupo num táxi de volta ao porto. Eu e as meninas ficamos um tempão depois conversando sobre como seria bom se os homens daqui tivessem atitudes deste tipo, e chegamos à conclusão de que os cariocas, tirando as raras exceções que confirmam a regra, não sabem lidar com as mulheres. Tudo bem que muitas mulheres não ajudam, agindo de maneiras tão vulgares que parecem dar aos homens motivos para achar que todas deveriam ser assim, mas via de regra eles é que não sabem se comportar mesmo.

Também decidimos escrever um Manifesto Feminino, descrevendo como os caras deveriam agir para realmente conquistar uma garota interessante. Aguardem mais novidades em breve.

Fri
8
Nov '02


Mais um serviço de utilidade pública do Noites na Cidade para vocês, caros leitores!

Super Mouse vai virar filme

O Super Mouse, personagem criado na década de 40, vai ganhar seu longa-metragem de animação. O filme será todo produzido pela Nickelodeon Films e tem o patrocínio da Paramount Pictures. Ainda não foram escolhidos diretor ou roteirista.

O personagem estreou em 1942, e destacava-se por seu estilo bastante inusitado: os diálogos eram todos cantados, no estilo ópera. Outro detalhe interessante é que o Super Mouse não tinha identidade secreta: ele era apenas um herói, vinte e quatro horas por dia. Isso só mudou na nova série do desenho, produzida na década de 80, quando o desenho ganhou uma bela reformulada.

Fri
8
Nov '02


Mood: Às vezes eles voltam!
Music: Kashmir, Led Zeppelin

Minha terça-feira foi um marco histórico: pela primeira vez na vida, passei um dia inteiro bebendo cerveja. Me encontrei com o Lê e fomos para o tradicionalíssimo O’Malley’s, um ótimo pub na Consolação, onde chegamos às duas e meia da tarde. Almoçamos, bebemos cerveja, e batemos papo até de noitinha – sempre me divirto demais quando saio com o Lê, independente do programa. Como eu já disse nas “meaningless rants” de quarta, é ótimo conversar com pessoas inteligentes, e ele é um dos caras mais inteligentes que conheço.

Por volta das oito da noite, o Coja e o Cury se juntaram a nós no pub, mas ficamos pouco tempo: decidimos ir jantar em algum lugar. Tudo ia bem, até que o Coja resolveu abrir a janela do carro do Cury – que está com problemas e não fecha. Resultado: em vez de jantar, fomos parar numa oficina para dar um jeito de fechar a maldita janela, o que só aconteceu depois das dez da noite. Por isso, o Lê foi obrigado a nos abandonar, e os três sobreviventes (eu, Cury e Coja) acabamos no Pirajá, um bar paulista com jeito de carioca (desde o nome até a decoração, tudo é uma homenagem aos botecos do Rio). Só saímos de lá depois de uma da manhã, quando os meninos me deixaram na casa do Vander – e de onde não tive ânimo de ir para a rodoviária, o que só fiz na quarta de manhã.

Voltando ao tempo real, hoje vou dar uma passada na casa da minha mamãe Cris, com quem encontrei pela última vez no aniversário do Saraiva, depois de muitos meses sem nos falarmos. Vamos colocar as fofocas em dia, o que é sempre bom, e matar as saudades. Se eu pudesse fazer isso com tudo mundo que não vejo há tempos… Quem sabe antes do fim do ano eu consigo algum progresso nesse sentido?

Thu
7
Nov '02


Ah, meu irmão ganhou de um laboratório um final de semana em São Paulo com tudo pago, exatamente no dia do show do Rush – logo, estou sem companhia para ir. Alguém se habilita?

Thu
7
Nov '02


Mood: Organizando minha vida
Music: November Rain, Guns ‘n’ Roses

Aproveitei esta manhã para atualizar as Outras Divagações, incluindo quatro novos blogs de amigos no pacote: o da Bia, o do Babo, o do Michel e o do Sauron. Ah, também tirei dois blogs apagados, o do Márcio e o do Claudinho.

De noite postarei uma descrição de terça-feira, meu último dia em São Paulo, e a programação para o final de semana. Até lá!

Thu
7
Nov '02


Meaningless Rants from a Rainy Day

* É impressionante como nossa percepção das pessoas muda completamente quando tiramos as lentes cor-de-rosa
* O tempo parece não passar quando estamos com alguém especial
* O efeito diurético da cerveja é matador
* Tomar banho de chuva é uma delícia – menos quando você está carregando malas e sacolas
* Andar de kart faz mal à saúde, mas é muito divertido
* Descobri que detesto gente que fala dos outros sem saber do que está falando
* Por que cismamos em usar sapatos que machucam o pé?
* Ir ao cinema sozinha é legal
* É bom demais conversar com pessoas inteligentes
* Kung Fu Fighting!
* Nem sempre a melhor parte da viagem é voltar para casa
* Conseguir não se estressar com problemas que você não pode resolver pode salvar sua vida
* Preciso assistir novamente àqueles filmes adolescentes dos anos 80
* Tenho que retomar o contato com pessoas queridas mas ausentes
* Sempre quebro pelo menos duas unhas no boliche
* O Vasco é o time da virada
* Acho que eu seria uma boa professora
* Who’s gonna ride your wild horses?

Tue
5
Nov '02


Putz, muito bom ir ao cinema por um real! Passei a tarde inteira no Cinemark do shopping Market Place, que fica a cinco minutos da casa do Vander, coladinho na Marginal. Consegui assistir aos três filmes que eu queria mais, e me diverti absurdamente, mesmo sozinha.

Cidade de Deus é um filme genial. Visceral, ele me lembrou um daquelas livros naturalistas do final do século passado, com descrições pungentes da vida numa das favelas mais perigosas do Rio de Janeiro, mostrando sem dedos e frescuras as questões da violência, da miséria e das drogas. Dois momentos do filme merecem destaque: no primeiro, o protagonista está tentando fazer um assalto para conseguir dinheiro, mas não consegue porque suas vítimas são muito simpáticas. Eis que surge, então, um carro com um paulista perdido, procurando a Barra da Tijuca. O comentário do nosso herói é genial: “Esse paulista vai me salvar. É impossível um paulista ser gente boa”. Não concordo com a afirmação, mas ouvir isso num cinema em que eu era a única carioca foi divertidíssimo! Tive que segurar o riso enquanto exclamações de indignação pipocavam na platéia. Eu não teria tido esse gostinho se tivesse assistido ao filme no Rio.

O outro momento de destaque é negativo: quase no final, já, o mesmo protagonista comenta que acha que jornalistas não sabem trepar. Me sentiria pessoalmente ofendida, se eu não me garantisse. Mas, como nunca tive reclamações, prefiro contextualizar a afirmação dentro do universo do cinema.

Minha segunda película do dia foi Abril Despedaçado, o último filme de Walter Salles. É triste e bonito, e a fotografia, as usual, é de tirar o fôlego. A história da guerra de famílias que vai aos poucos destruindo dois lares é real e impressionante, mas não achei o filme em si maravilhoso, como andaram dizendo por aí na época de seu lançamento. Não tem a mesma fagulha de genialidade de Central do Brasil, e não curti muito o final. Mas as atuações são realmente fantásticas, e os personagens, apaixonantes. Gostei de ter consegido vê-lo no cinema, entretanto. E o Rodrigo Santoro em tamanho grande… Yummy!

A última atração de minha maratona cinematográfica foi o engraçado Avassaladoras. Muito engraçado, ele é daquele tipo de filme em que rola uma identificação entre a platéia e os personagens. Laura (Giovanna Antonelli) é uma mulher de mais de 30 anos que, após terminar mal um relacionamento de sete anos, não consegue arranjar homem (nem caso, nada – secura total). Ela e as amigas protagonizam cenas caricaturais sobre a eterna busca das mulheres pelo imaginário “Homem Ideal”, com todos os estereótipos presentes: uma é superextrovertida, a outra é tímida, a outra é meio paranóica… Tem também o galã canalha (Gianecchini, tudo de bom!), o feio simpático, e o viado amigo que ensina o caminho das pedras para a mocinha. Risadas garantidas e um final meio inesperado completam a fórmula, e o filme faz bonito dentro de sua proposta.

Depois do cinema e de um pit stop em casa para me arrumar, fui com a Binha, o Johnny e o Rodrigo para um bar chamado Planeta Cerveja (acho eu!), um lugar sem grandes atrações mas que serve Bohemia e Erdinger, e isso já o torna um local interessante. Batemos papo, colocamos as fofocas em dia, rimos um bocado, e saímos de lá perto das duas da manhã. Parece que até São Paulo dorme na madrugada de segunda-feira.

Mon
4
Nov '02


Mood: Segunda-feira cinematográfica
Music: Perfect Strangers, Deep Purple

Depois da maratona de sábado, ninguém tinha ânimo para badalar muito, então acabamos indo ao cinema. Fomos ver A Identidade Bourne, com o Matt Damon e a Franka Potente (de Corra, Lola, Corra). O filme é muito bom, daqueles blockbusters hollywoodianos repletos de ação e, ainda assim, despretensiosos. Os protagonistas têm um charme enorme, as cenas de luta são ótimas e, como não podia deixar de ser, existe uma perseguição de carros de tirar o fôlego (e que destrói dúzias de carros). Ah, e o fato de eu estar comendo ursinhos de goma só tornou o filme melhor. Yummy!

Hoje, fui abandonada por todo mundo – afinal, é segunda-feira, e pessoas não-vagabundas (como eu) têm que trabalhar. Eu até trouxe minha tradução para fazer aqui, mas estou sem o menor saco pra isso. Vou aproveitar que é dia de cinema brasileiro a um real no Cinemark para ver todos os filmes nacionais que que queria e não consegui, como Cidade de Deus, Abril Despedaçado e Avassaladoras (Rodrigo Santoro e Gianecchini tamanho grande? Yummy duplo!).

Em homenagem à minha noitada rock and roll de sábado, letrinha de música proceis:

PERFECT STRANGERS
Deep Purple

Can you remember, remember my name?
As I flow through your life
A thousand oceans I have flown
And cold, cold spirits of ice
All my life
I am the echo of your past
I am returning the echo of a point in time
Distant faces shine
A thousand warriors I have known
And laughing as the spirits appear
All your life
Shadows of another day
And if you hear me talking on the wind
You’ve got to understand
We must remain
Perfect strangers
I know I must remain inside this silent well of sorrow
A strand of silver hanging through the sky
Touching more than you see
The voice of ages in your mind
Is aching with the dead of the night
Precious life
your tears are lost in falling rain
And if you hear me talking on the wind
You’ve got to understand
We must remain
Perfect strangers

Sun
3
Nov '02


Tive um dia maravilhoso ontem (aliás, como normalmente são meus dias em São Paulo quando venho visitar os amigos). Depois de ter ido dormir às quatro da manhã na sexta, após ficar batendo papo com o Vander depois dele gentilmente me buscar na rodoviária, acordei ontem às 10 da manhã e fiquei enrolando aqui com os meninos até a hora de irmos para o churrasco. Chegamos lá antes das duas, e ficamos até as seis – muita cerveja, muita conversa (a maioria sobre o PBM, claro!) e bastante comida – aínda que eu não tenha entendido até agora porque diabos churrasco de paulista não tem picanha!

Por que saímos cedo do churrasco? Porque o pessoal da casa do Vander já tinha marcado de ir correr de kart às 19:50hs. Como o Rodrigo tinha objetivos maiores no lugar do que andar nos carrinhos, me ofereci para correr no lugar dele enquanto ele se ocupava com outras coisas. Na primeira bateria, apesar de eu ter corrido as voltas de treino com o afogador puxado, graças à competência dos mecânicos do lugar, cheguei em quinto lugar (eram oito corredores). Nos empolgamos para correr de novo, mas havia uma fila de espera meio grande. Então, como o lugar onde estávamos era um centro de entretenimento (com sinuca, fliperama, kart e boliche), ficamos nas pistas de boliche fazendo hora. Na segunda corrida, fiquei em quinto de novo. Saldo das corridas: vários hematomas pelo corpo, inclusive um monstruoso nas minha lombar, e uma dor canalha nas costas.

Voltamos para casa para tomar um banho e nos arrumarmos para a balada: a opção da noite foi o Morrison, um barzinho na Vila Madalena onde só toca rock, e onde assistimos a um show sensacional da banda Rockover, formada por quatro senhores de idade alucinados e extremamente competentes. O repertório incluiu Led Zeppelin, Nirvana, Eagles, Kiss e muito mais. Dancei a noite toda, e saímos de lá às cinco e meia da manhã.

Tendo ido dormir depois das seis (já considerado o horário de verão), não preciso dizer que acordei tarde – depois de acordar várias vezes com o despertador do Vander, que tinha ensaio hoje às onze, e com a campainha da casa. Só levantei mesmo depois das três.

Ainda não sei qual é o programa de hoje, mas como o pessoal daqui tem que acordar cedo amanhã, provavelmente precisarei de outra companhia se eu for sair à noite. Depois conto as notícias do dia.

Sat
2
Nov '02


Mood: Matando saudades
Music: Meninos e Meninas, Legião Urbana

A música de hoje foi escolhida com base num critério bastante simples: cheguei ontem de madrugada na rodoviária de São Paulo, e enquanto eu caminhava até a área de desembarque, meu walkman disparava os versos:

“Acho que gosto de São Paulo, gosto de São João
Gosto de São Francisco, e São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninas…”

Nota da redação: eu não gosto de meninos e meninas! Só fiquei com a música na cabeça por causa da parte que diz “acho que gosto de São Paulo”.

E eu realmente gosto de São Paulo. Os cariocas xiitas que me perdoem, mas aprendi a amar essa cidade, com seus arranha-céus, seu trânsito complexo e seu clima maluco, depois de anos vindo para cá visitar pessoas queridas. Posso dizer com tranqüilidade que tenho vários amigos por aqui, e que toda vez que venho me divirto à beça, conheço lugares diferentes e superinteressantes, como maravilhosamente bem e – por incrível que pareça – consigo descansar a cabeça.

Não sei até quando vou ficar aqui – provavelmente volto pro Rio na terça-feira. É pouco tempo para rever todas as pessoas de quem gosto nesta cidade, e sempre falta alguém. Por isso, sou obrigada a voltar sempre e com freqüência.

Hoje, teremos um churrasco de confraternização dos jogadores da Anel Um. Os papos são sempre os mesmos: Terra-média PBM na veia. Como trabalho com isso, não é tão divertido pra mim, mas acho legal a empolgação do pessoal ao falar de suas vitórias e derrotas no jogo. E, além do mais, conheci muita gente legal por causa do PBM, recebendo inclusive um convite para saltar de pára-quedas, que vou aceitar em breve.

Fri
1
Nov '02


Mood: Meio mais ou menos
Music: Fora da Ordem, Caetano Veloso

Sabem aqueles dias em que parece que seria melhor se você jamais tivesse se levantado da cama? Hoje foi praticamente um desses dias pra mim. Acordei me sentindo péssima, depois de uma noite mal dormida, e fiquei em casa descansando para ver se melhorava. Liguei para o escritório para avisar que eu não ia trabalhar, mas não tinha ninguém lá. Minha mãe ligou, então, para minha sócia, para saber se estava tudo bem e avisar que eu ia ficar em casa. Ela falou que estava tudo encaminhado, e por isso fiquei mais tranqüila. De noite, quando eu finalmente estava me sentindo um pouco melhor e vim ler meus e-mails, recebo uma mensagem transtornada de outro sócio, dizendo que eu não dei satisfação e estava tudo por fazer no escritório (detalhe: minha mãe deixou recado na secretária eletrônica do escritório avisando que eu ia ficar em casa).

Para melhorar, os exames do Charlie acusaram gordura no sangue, o que não deveria acontecer já que ele está numa dieta bastante rígida, e ele teve que fazer uma nova rodada de exames hoje. Ah, e não consegui ir ao Maracnã, o que até certo ponto foi bom, já que o Vasco conseguiu perder com um homem a mais, gol no final do jogo. Nossa sorte é que tem gente em situação ainda mais lamentável…

Só me resta dormir e esperar que o dia de amanhã seja melhor. Ufa!