Mood: Quase natalino
Music: Ti Ti Ti, Metrô
Acho que andei baixando muitas músicas dos anos 80 no Kazaa – fui desde Metrô a Michael Jackson, passando pelas trilhas sonoras dos clássicos “Clube dos Cinco” e “A Garota de Rosa-Shocking”. Dá-lhe nostalgia!
Voltando à semana passada, quinta-feira (dia 28) era dia de Ação de Graças, o maior feriado dos Estados Unidos junto com o Dia da Independência deles. A Aline, por ter muitos familiares na terra do Tio Sam, é membra da American Society, uma associação que reúne americanos e parentes do povo de lá que moram no Brasil. Obviamente, eles tinham que comemorar a data festiva, e organizaram um jantar no hotel Marriott. Como a Aline estava louca para ir e não tinha companhia, já que uma amiga dela havia comprado a entrada mas não pôde ir, fui com ela no tal jantar.
Pra começar, era engraçadíssimo ver as roupas e cabelos das mulheres – as americanas, especialmente depois de uma certa idade, são famosas pelo seu senso de moda meio brega (para ser gentil!). A maior parte dos freqüentadores do tal jantar eram pessoas acima de 30 anos, muitos casais com seus filhos, e tinha uma turma da terceira idade animadíssima. Eu e a Aline ficamos numa mesa com uma porção de senhores e senhoras de idade, quase todos brasileiros deslumbrados que já moraram nos EUA e ficavam falando mal do Brasil (morram eles!). Encontramos ainda um amigo da Aline que tinha estudado com ela na Califórnia, e que estava casado com uma americana.
O menu do jantar, é claro, tinha o peru como sua estrela principal, mas o cardápio era farto e diversificado. O ponto alto da noite, no entanto, foram as sobremesas: cheesecake, tortas de limão, maracujá e abóbora (a tradicionalíssima pumpkin pie), bolos de chocolate e frutas cristalizadas, torta alemã e pudim de leite. Nos empanturramos de comida, e saímos de lá quando meu limite de tolerância ao velhinho que tocava “Strangers in The Night” e clássicos de Frank Sinatra no órgão se esgotou.
De lá, caminhamos um bocado pela orla até decidirmos parar num quiosque para tomar água de coco. Batemos papo, descobri que existe uma serpentina especial para gelar água de coco na hora (o que faltam inventar?) e continuamos seguindo pela praia de Copacabana, até que a Aline recebeu o telefonema de um amigo convidando-a para ir ao Bip-Bip, um reduto do samba de raiz perdido numa rua sem saída do bairro. Estávamos pertinho dali, e fomos andando até o local, onde a Aline conhece todo mundo e tratou logo de me apresentar ao pessoal. Era dia de chorinho, e ficamos lá conversando até a hora da música começar.
A curiosidade da noite foi a chegada de um americano, que estava apenas passando pelo lugar e ouviu a música, que ficou perto de nós e, como não poderia deixar de ser, fizemos questão de “enturmar”. Ele é o assessor de um deputado do Congresso americano que veio passar uma semana de férias no Rio, e nunca tinha ouvido falar do Bip-Bip – chegou por acidente, mas adorou. Muito simpático, ficou conversando com a gente (eu, Aline e Caio, que se juntou a nós depois de um tempo) até tarde da noite, e depois fomos deixá-lo no hotel. Eu não o vi mais desde então, mas minha amiga andou mostrando as belezas das noites na Cidade Maravilhosa para ele…
Sexta-feira fiquei em casa, porque meu pai chegou de viagem e vai ficar apenas alguns dias no Rio antes de retornar a Fortaleza, onde ele está morando, e no sábado saí apenas para jantar com Fernando, Andréia, Leandro e Fernandinha no Artigiano, um restaurante dos mesmos donos do Fiorino (que fica na Tijuca) ali no Jardim de Alah. Apesar de não ter o charme do Fiorino, a comida é deliciosa, e ainda tomamos um bom vinho argentino para acompanhar nossos pratos. Cheguei em casa pouco depois de uma da manhã, e logo fui dormir.
Domingo, as usual, é dia de jogo, e este não foi diferente. Hoje, no entanto, vai ser um longo dia enfrentando filas de banco, trabalhando em casa e, se tudo correr bem, indo treinar. Ufa!
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