Noites na Cidade: Divagações de uma jornalista brasileira em Londres.

Divagações e devaneios de uma carioca em Avalon

Sat
31
May '03

Aos anônimos


É estranho pensar em como ter um blog público pode ter reflexos em sua vida pessoal. Não tenho nada para esconder de ninguém, nunca tive, e por isso jamais me preocupei se o que eu escrevo aqui sobre meu cotidiano poderia me prejudicar, até porque não vejo como isso poderia acontecer.

Já vi gente brigando com comentaristas anônimos, críticos pessoais nem um pouco corajosos que se escondem por trás de apelidos virtuais (quando muito) para atacar impunemente. Se fosse comigo, eu ignoraria. Fala sério: eu, Nicole, completamente segura de mim e bem-resolvida, vou me rebaixar ao nível de uma pessoa dessas e bater boca virtualmente? Simplesmente não vale a pena – como eu disse recentemente a alguém de quem gosto muito, a vida já nos reserva aborrecimentos e preocupações suficientes, pra que procurar mais?

(Aos amigos com espírito de porco, que eu sei que vão se sentir tentados a deixar comentários anônimos depois dessa para me testar: go ahead, make my day. A Internet não oferece tanto anonimato assim…) ;-)

Falando sério mais uma vez, fiquei sabendo recentemente que muita gente que eu nem imaginava lê meu blog. Pessoas que me conhecem, ainda que de maneira distante, e não marcam sua presença através de comentários, mas que perscrutam freqüentemente estas linhas tortas como forma de acompanhar meus passos. A todos vocês, minhas mais sinceras boas-vindas! Entrem, fiquem à vontade, leiam e, se tiverem vontade e/ou cojones, comentem. Ou, se preferirem, continuem sendo apenas números em meu contador de visitas. I really don’t care. Não fiz esse blog para tornar públicas minha vida e obra, e sim porque sou uma cronista compulsiva de mim mesma, e este me pareceu um excelente canal para extravasar essa minha necessidade.

“Nossa, como ela é metida!” pensarão alguns, após ler minhas declarações aí em cima. Um pouco, sim, mas apenas como reflexo de minha autoconfiança plena, e isso incomoda muita gente. Mesmo assim, e com todos os meus defeitos (os quais, garanto, não são poucos!), algumas pessoas únicas e extremamente especiais conseguem gostar de mim como sou. Para mim, isso é só o que preciso saber para confirmar que estou no caminho certo, sendo sempre autêntica, honesta e, doa a quem doer, Nicole.

Fri
30
May '03

Frida


Mood: Cansada
Music: Cuide Bem do Seu Amor, Paralamas do Sucesso

Acabei indo assistir a Frida mesmo, em minha sessão cinéfila de ontem. Impressionante como tudo deu errado na vida dela (ainda mais do que o filme mostra), mas mesmo assim ela perseverou até o fim. Frida era uma mulher especial, um espírito iluminado, uma pessoa capaz de fomentar paixões avassaladoras e de desnudar como ninguém a dor e o sofrimento que sentia na forma de arte. Era feia, manca, aleijada, e ainda assim encantou algumas das maiores mentes pensantes de seu tempo. Embora Salma Hayek seja bonita demais para viver Frida com propriedade, e alguns recursos sejam utilizados à exaustão para comover o espectador, o filme é bom. Melhor ainda são as pinturas de Frida, que vocês podem conferir clicando aqui.

O mais legal é que, conversando com minha mãe antes de ver o filme, ela me disse que, quando foi visitar sua tia no México, ainda garota, foi apresentada para Frida e Diego Rivera! Não é o máximo? Essa tia da minha mãe, ao que parece, convivia com o mesmo círculo de pessoas mostrado no filme, pensadores, intelectuais e comunistas (ela mesma fazia parte desse time). Muito legal!

Thu
29
May '03

Revolta blogal


Agora foi o meu template que resolveu se rebelar contra mim. Deve ser um sinal para eu trocar logo essa porcaria maldita com tabelas, que eu detesto, para algo mais simplezinho. Nada contra o Calvin, meu problema é só com as tabelas mesmo.

Thu
29
May '03

Blé!


Tédio. Queria ver Matrix Reloaded hoje, mas vou acabar assistindo a Frida. Estou cheia de contas atrasadas para pagar, mas ninguém me paga o que deve, logo não posso acertar as coisas. É tanta confusão e falta de grana que nem vou mais a Sampa este fim de semana, e vou perder o primeiro EIRPG em oito anos. Poucos pontos de luz me têm orientado em meio a tanta escuridão… Mas, como sempre, eu persevero, porque meu lado Pollyanesco não me permite desistir, deixar de ver o lado bom das coisas. Tá uma merda, mas melhora. Sempre melhora, no fim das contas.

Ainda preciso de férias. O feriadão de Corpus Christi parece ser minha única esperança neste sentido. E querem saber o que é mais irônico? Embora minha vida esteja confusa e mal-resolvida sob diversos aspectos, dentre meu círculo de pessoas mais queridas, talvez minha situação seja a mais tranqüila. Deve ser algum tipo de inferno astral coletivo ou algo do gênero. Só que eu tenho uma certeza de melhora para o futuro próximo. Espero poder ajudar aqueles que amo…

Wed
28
May '03

People are strange


Mood: Contemplativa
Music: Dream On, Depeche Mode

É estranho como certas pessoas conseguem, através de suas atitudes e comportamentos, obter exatamente o oposto do que gostariam. É um pouco como aquela frase que surgiu na época do ataque dos EUA ao Iraque, “Bombing for peace is like fucking for virginity” – nem sempre a melhor defesa é o ataque, especialmente quando se trata de relações humanas. Deve ser uma questão de maturidade emocional mesmo, de ter passado por experiências positivas e negativas suficientes para saber julgar o que funciona e o que não funciona em uma determinada situação.

Terminada minha divagação sem alvo específico, posso falar do que fiz ontem (além de dormir até as cinco da tarde, hehehe!). Fui com o Lúcio ao cinema assistir ao fantástico Tiros em Columbine, o documentário de Michael Moore sobre por que tantos americanos pegam em armas e matam seus vizinhos, colegas de escola e compatriotas em geral, vencedor do Oscar de 2003. Michael Moore é um cara sarcástico, daqueles bem pentelhos mesmo, que não sabe a hora de parar, e também é um tanto quanto sensacionalista. Apesar de alguns “excessos”, seu filme é um retrato acurado e horrorizante da triste realidade do medo em que os americanos vivem cotidianamente. Destaque para o excepcional filmete dos criadores de South Park sobre a colonização americana e para a ótima entrevista com o shock rocker Marylin Manson, uma pessoa muito esclarecida e cujas declarações me surpreenderam positivamente. Tiros em Columbine é obrigatório para quem gostaria de tentar entender um pouco melhor a trágica realidade americana. E descobri que quero ir morar no Canadá depois que esse surto de SARS acabar! ;-)

Depois do cinema, fomos ao Lord Jim Pub para comemorar o aniversário de nosso amigo Mineiro. O segundo andar do bar era praticamente todo nosso, e foi ótimo reencontrar pessoas que eu não via há muito tempo, como os casais Lê e Lelê, Fasa e Carol, Pedro Borges e até o Mauro da Devir (que não perde uma oportunidade de encher a cara, obviamente!). Isso sem falar nas figurinhas carimbadas de sempre (Duda, Marquinhos, Marquito, e o próprio Lúcio). O papo foi animadíssimo, e voltamos até minha casa a pé curtindo um friozinho raro nas noites cariocas. Muito bom!

Hoje, meu plano inclui uma ida ao Centro da cidade (que provavelmente só ocorrerá de fato amanhã), cobrar dinheiro das pessoas pelos trabalhos que fiz no último mês e tentar ir ao cinema para ver Matrix Reloaded. Acho que não vou conseguir fazer nenhuma dessas coisas.

Mon
26
May '03

Bave and bold Sir Robin…


Voltando à nossa programação normal, um teste que eu não poderia deixar de fazer! Adorei o resultado, by the way.

 

rabbit
Mean lil fellow, aren’t you?
What Monty Python Character are you?
brought to you by Quizilla
 

Falando nisso, vi um boneco do Sir Robin à venda na Bienal… Era lindo, tinha até aquele livrinho que passa nos interlúdios do filme contando a história, só que custava a bagatela de R$ 250! Obviamente, fugi correndo do estande-tentação da Comix, um dos pontos altos da feira, aliás.

Minha banda larga está com problemas, e por isso estou usando a conexão discada de (eca!) 56kbps da máquina do meu pai. Como é ruim trabalhar num computador com o qual você não está acostumado! Sinto muita falta dos meus links, dos atalhos, dos programas… Acho que realmente preciso de férias longe dessas máquinas malditas, estou ficando viciada nesta porcaria. :-D

Mon
26
May '03

Sem sentido


Mood: Ciclo fechado
Music: Iris, Goo Goo Dolls

Tanta coisa pra contar… tanta coisa ainda por fazer… minha vida está uma loucura, faltam apenas três meses para a minha ida para Londres e a impressão que eu tenho é que alguém lá em cima apertou o botão de fast forward do meu filme. Tenho medo de não conseguir curtir de verdade os meses que restam por conta do tanto de trabalho que arranjei, mas por outro lado me sinto aliviada porque boa parte de minhas pseudo-frustrações profissionais estão caindo por terra. Difícil encarar tantos paradoxos ao mesmo tempo…

A Bienal acabou, terminei os textos da primeira edição da minha nova revista, vou começar a fazer a tradução do site de uma pousada, engreno nos textos do segundo número da revista (que vai ser quinzenal), viajo de novo a trabalho… Não vou conseguir tirar a minha pretendida folguinha no fim de semana, nem matar as saudades que apertam tanto meu coração. Por outro lado, tenho a nítida impressão que, embora o ritmo esteja crescendo e tenda a aumentar até a minha viagem, assim que eu chegar lá vou entrar em câmera lenta de novo. Vai entender.

(Não tentem entender este post.)

Wed
21
May '03

Mais uma Bienal


Mood: Feliz mas cansadinha
Music: Qualquer uma do Tears for Fears

E agora faltam apenas quatro dias para o fim de meu suplício bienalesco! Não sei o que vai acontecer até lá, nem depois disso, mas meu único compromisso real é sair no domingo para me acabar em algum lugar. Dançar até cair é minha primeira opção, se meus pés permitirem, mas se isso não for possível, vou me contentar com beber até cair. O importante é que o programa em questão dure até a manhã da segunda-feira, e que eu passe o dia inteiro depois disso dormindo. Esse último pedaço é parte primordial de meus planos maléficos. ;-)

Coisas legais da Bienal:
* Meus coleguinhas no estande
* Rever amigos que não vejo há anos por causa do evento
* As crianças fofinhas e espertas
* Poder ler a revista que eu quiser à vontade
* Ganhar dinheiro
* Os “causos” provocados pelas voltas de van (que depois eu conto com calma)
* Não sentir as horas passarem quando o movimento é grande

Coisas chatas da Bienal:
* Não poder visitar os outros estandes por estar trabalhando
* Os preços nada convidativos na maioria das editoras
* As crianças idiotas e pentelhas
* Os ladrõezinhos que tentam afanar coisas do estande
* Comer sanduíche de pão de forma todo dia
* Os preços das outras opções de comida lá
* Ficar com os pés doendo
* Não poder assistir ao Matrix Reloaded na estréia com os amigos
* Gastar dinheiro (ainda não aconteceu, mas é uma questão de tempo)

T-4 e contando…

Sat
17
May '03

Meu nome é trabalho!


Post relâmpago feito no estande em frente ao lugar onde estou trabalhando aqui na Bienal: meus pés doem, e apesar do trabalho excessivo e do estresse, estou bastante animada. Acho que vou conseguir sobreviver, no fim das contas!

Prometo visitar todo mundo e deixar comentários quando o evento terminar – até lá, sou só trabalho. :-)

Tue
13
May '03

Cadê o tempo?


Mood: Alucinada
Music: I Wanna Be Sedated, Ramones

Putz! Acho que poucas vezes na minha vida encarei um ritmo de trabalho tão pesado! Eu estava toda feliz na semana passada por ter terminado um trabalho de tradução, mas falei cedo demais: agora estou presa no ritmo frenético da Bienal do Livro (pelo menos 13 horas de trabalho por dia, fora o translado até o Riocentro) e correndo para fechar os textos de uma revista que eu tenho que entregar essa semana ainda (*apenas* 22 páginas de texto, mais editar os textos dos outros colaboradores). Será que eu sobrevivo?

Brincadeiras à parte, tenho certeza que estarei destruída já neste fim de semana, e ainda terei mais uma semana de Bienal e uma tradução pendente pela frente, além de ter que pensar na segunda edição da revista que estou fazendo agora. Ai, ai… a única coisa que eu queria agora era que meu amado morasse na mesma cidade que eu, pra aliviar pelo menos um pouco a pressão deste amontoado de trabalho simultâneo. Não reclamo de ter muito trabalho (até gosto, na verdade), mas é muito estresse, e nem dá pra sair uma noite para descarregar a tensão num barzinho ou boate, porque não sobra tempo!

Ainda bem que o último fim de semana do mês já está reservado para uma escapada estratégica para um local paradisíaco! É pensar nisso que me dá forças para agüentar o tranco de agora… Por isso, queridos leitores, se por acaso eu ficarsem escrever por longos intervalos, é porque eu estou priorizando outras coisas no momento, mas não morri. :-D

Sun
11
May '03

Dia das Mães


Andando na rua ontem, cheguei à conclusão de que eu quero muito ser mãe um dia. Não hoje, obviamente, e nem no futuro próximo, porque antes de ter filhos quero estar establizada profissional e economicamente, e, é claro, ter um bom candidato a futuro papai. Vi uma menina caminhando com o pai, brincando alegremente na calçada, e um sorriso amplo e verdadeiro invadiu meu rosto. Hoje, acho que não tenho nem maturidade suficiente para ser mãe: não estou disposta a abrir mão de minha liberdade de ir e vir, de minhas eventuais irresponsabilidades de pós-adolescente, nem de fugir durante um fim de semana para namorar em paz. Mas um dia, tenho certeza, farei isso com prazer, e acho que serei uma boa mãe.

Minha mãe tem seus defeitos, claro, mas é uma ótima pessoa. Amorosa, temperamental, dramática, grudenta, carinhosa, responsável, generosa… D. Sylvia é isso tudo e mais um pouco. Mas eu a amo incondicionalmente, como sei que ela me ama, e faço questão de dizer isso sempre que possível. E você, já disse à sua mãe “eu te amo” hoje? Aproveite, a nunca sabemos por quanto tempo elas estarão por perto, amparando, ajudando, protegendo e amando, mesmo quando a gente não merece…

A todas as mães do Brasil e do mundo, minha admiração mais profunda. Parabéns pelo dia de hoje!

Fri
9
May '03

Dever cumprido


Mood: Aliviada (mas por pouco tempo)
Music: Someone Like You, Van Morrison

Poucas coisas são mais satisfatórias do que a sensação de dever cumprido que me acomete quando termino e entrego um trabalho (seja um texto, uma tradução, o que for). Hoje ao mandar o e-mail com o documento contendo o livro que acabei de traduzir, tive essa sensação percorrendo cada centímetro do meu ser. É uma mistura de alívio com orgulho, difícil de definir mas muito recompensadora.

E as próximas semanas devem reservar mais dessas sensações para mim, já que estou envolvida em um novo projeto que vai dar um trabalhão, mas certamente será muito legal. Assim que ele estiver mais bem definido, coloco os detalhes aqui!

Falando com meu amado hoje, ele me disse que ia ao Velhão, um lugar no meio da Serra da Cantareira onde só fui uma vez, mas do qual gostei muito. É um complexo grande, no meio de uma estrada, que compreende desde um ferro-velho até uma sinuca, passando por restaurantes e lojas diversas. Pode parecer bizarro, mas funciona muito bem. Fui apenas a um café (pequeno e com um serviço terrível, na verdade) e à sinuca (que é, na verdade, uma grande central de jogos, mas lembra um saloon do Velho Oeste). Estava frio como está agora, e tomei vinho quente, bati papo com os amigos e joguei Master, War e outros jogos. Fiquei com muita vontade de ir lá de novo!

Mas, como tenho que acordar muuuuito cedo amanhã, nem vou poder ir pra gandaia… pensei num cineminha light, mas pelo jeito não vou ter companhia. Minha sina é ficar em casa trabalhando mesmo – sina essa que só vai mudar na semana que vem, quando vou trabalhar na rua! Quem sou eu pra reclamar… ;-)

Thu
8
May '03

Amizade poética


Passeando pelos blogs da vida hoje, encontrei um antigo espaço onde um amigo meu da faculdade, Márvio, publicou alguns de seus excelentes poemas. Um deles em especial me chamou a atenção: escrito em 1997, quando ainda estávamos em pleno curso de Jornalismo na ECO, para sua namorada na época. Aqui está ele:

SONETO DO AMOR TAL QUAL ELE É
Márvio dos Anjos

Quando olhar para mim, jamais procure
O homem perfeito. Tente achar primeiro
Alguém que se dedica por inteiro
Para que o nosso amor muito perdure.
Que ninguém um amor eterno jure,
Porque o Tempo é do mundo o bom coveiro
Que enterra (de costume e sorrateiro)
Sentimentos, até que nada dure.

Pois tudo está entregue à própria sorte;
Se não termina aqui, finda na morte
E até quando os seus dias serão meus?

Não importa. Se o fim é inevitável,
Façamos desse amor algo agradável
E um eterno adiar-se desse adeus.

Thu
8
May '03

Mais pensamentos aleatórios


Random Rants from a Windy Afternoon

* Noves fora, ser destaque é legal
* Adoro ver meus amigos felizes
* Tenho que ir ao dentista e ao oftalmologista
* Não vejo a hora de rever meu amado
* Heroclix é viciante
* Ainda não comprei o presente da minha mãe
* Faltam quatro meses para eu viajar
* Adoro escrever e receber cartas
* Preciso me divertir um pouco
* Tenho trabalhado demais, e só piora
* Estou feliz, apesar de tudo – e é só o que importa!

Wed
7
May '03

Alívio?


Um pequeno desabafo: não sou mais destaque. Se por um lado é um alívio, já que diminuem as pressões e a impressão de que meu blog foi invadido por desconhecidos, enquanto os amigos desapareceram, por outro perco a oportunidade de conhecer pessoas interessantes, o que este breve período na berlinda me proporcionou. Daqui a alguns dias, depois de ruminar sobre a questão, decido se isso é bom ou ruim.

Wed
7
May '03

Revolta radiofônica


Mood: Dedicada
Music: Timidez, Biquini Cavadão

Conferindo os arquivos aqui do Noites, descobri que no dia 15 de junho ele completa um aninho de existência! Eu queria dar de presente para ele um layout novo, mas o pessoal gostou tanto desde com o Calvin e seu inseparável amigo imaginário, Haroldo, que eu fico com pena de mudar. Mas o blog merece esse presentinho, não?

Estou revoltada com a mudança de estilo da Fluminense FM (rádio aqui do Rio, pra quem não sabe). A Maldita era uma referência roqueira nos anos 80, e deixou muitos órfãos quando acabou. A notícia de que ela estaria voltando mexeu com o coração dos fãs de rock do Rio de Janeiro, e durante um tempo parecia o paraíso: a Cidade, bem mais comercial, tinha melhorado um bocado depois da parceria com a 89 Rock de Sampa, e tínhamos duas rádios dedicadas a nós, amantes do rock’n'roll.

Só que de algumas semanas para cá, a Fluminense se descaracterizou completamente: dance music, MPB e outros estilos (Parêntese explicativo: adoro MPB e curto dance, não estou colocando em questão que estilo é melhor! Fim do parêntese explicativo) invadiram as ondas da Maldita, que de Maldita só tem o velho apelido, agora. Tudo bem, entendo que existam preocupações comerciais na administração de uma rádio FM: você tem que agradar as gravadoras, os anunciantes, senão não há como sustentar seu lugar no dial. Mas acho um desrespeito com os ouvintes simplesmente ignorar seu foco e virar uma Transamérica da vida, sem aviso prévio. Uma pena, na verdade. Ouvir rádio era uma de minhas paixões, mas hoje é difícil escolher uma estação e ficar nela por muito tempo…

Mon
5
May '03

Dizendo adeus


Muitos conhecem Waly Salomão como um grande poeta contemporâneo; outros ainda lembram-se dele por suas contribuições à MPB, como parceiro de artistas do porte de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Para mim, Waly Salomão era o pai de dois amigos, Khalid e Omar. E Waly Salomão faleceu esta manhã, sucumbindo a um câncer no fígado.

Todos os jornais, TVs e portais anunciaram. E a mídia compareceu em peso ao velório do poeta, na Biblioteca Nacional. Fui com meu amigo Ricardo, colega de colégio de Khalid, dar uma força à família – felizmente, vários outros amigos tiveram a mesma idéia, e havia diversos colegas de turma, amigos de rodas de RPG e afins oferecendo sua solidariedade aos dois jovens. Essa foi a parte legal.

A parte revoltante foi a postura de alguns membros da imprensa lá presentes. Enquanto jornalista, entendo a necessidade de documentar o velório de uma figura pública, membro do governo Lula, Secretário Nacional do Livro e artista de renome. Muitos dos jornalistas lá presentes, inclusive, foram amigos pessoais de Waly. Mas não dá pra tolerar coisas como ouvir de uma apresentadora de telejornal um comentário do tipo: “Poxa, o velório tava marcado para as quatro, até que horas vou ter que ficar aqui? Daqui a pouco, a chuva vai borrar minha maquiagem…” Hello!! Estamos falando de pessoas aqui! De uma família que ficou sem pai, de uma porção de amigos que perdeu uma pessoa querida, de uma legião de fãs que perdeu um ídolo – dá pra se preocupar com algo um pouco maior do que a maquiagem?

Isso, claro, sem falar nas luzes fortíssimas das câmeras de TV apontadas para o rosto dos familiares do poeta baiano, que nem em seu momento mais triste conseguiram alguma paz. Obviamente, o frenesi da imprensa se devia à aguardada presença do Ministro da Cultura, Gilberto Gil, que de fato apareceu mais tarde. Da mesma forma, assim que ele se foi, os repórteres foram junto.

Tudo isso me faz questionar os limites da ética jornalística – é claro que os fatos devem ser mostrados e revelados, mas será realmente necessário abusar do sofrimento alheio? Talvez isso seja uma falha minha enquanto jornalista, mas eu jamais conseguiria chegar para uma mãe que acabou de perder um filho e perguntar “Como você está se sentindo?” É óbvio que a pessoa está mal, chorando, arrasada; precisa piorar a situação?

Feita a reflexão, só me resta esperar que o espírito de Waly Salomão encontre seu lugar de repouso e tenha a paz que merece, e que sua família consiga superar tão grande perda o mais rapidamente possível. Eu e todos os amigos estaremos por perto para dar a força que pudermos. Mas a parte mais difícil só cabe a eles.

Sat
3
May '03

Lei de Murphy


Mood: Correndo, pra variar
Music: Perfect Memory, Remy Zero

É sempre assim: você passa o maior tempo procurando trabalho, e nada aparece. De repente, começam a pipocar propostas e oportunidades, tudo na mesma hora, e você quer fazer tudo mas praticamente não consegue dar conta! Estou vivendo exatamente este momento – desempregada desde janeiro, tenho feito trabalhos freelance para pagar as contas de cada mês, aos trancos e barrancos. De repente, me vejo com três trabalhos de tradução, um projeto de revista, e mais a Bienal do Livro para resolver, e tudo isso em maio! Estou vendo que esse será um mês bem longo… mas é melhor ter trabalho demais do que não ter nenhum, certo?

A vedete do meu dia ontem foi certamente o filme X2, que assisti com meu irmão e sua noiva. Como de hábito, não vou falar sobre a história da película para não estragar a surpresa daqueles que ainda não a viram, mas apenas dar uma sugestão de amiga: corram para o cinema e assistam! Sendo ou não fã dos quadrinhos que deram origem à série cinematográfica, é impossível não se render à ação quase ininterrupta, aos charmosos personagens e aos impressionantes efeitos visuais do filme dirigido por Bryan Singer. A seqüência inicial é de tirar o fôlego e deixar os espectadores grudados nas poltronas do cinema, realmente excepcional. E tem para todos os gostos: batalhas sensacionais, romances possíveis/impossíveis, suspense na medida certa, vilões odiosos, mulheres gostosas e homens sarados. X2 só confirma o que eu sempre soube: que o Noturno é o melhor personagem do grupo mutante! :-)

Ah, e se eu tiver disposição pra isso, hoje é noite de ir à Casa da Matriz, para dançar até me acabar!

Fri
2
May '03

Auto-retrato


Na Internet, e no mundo dos blogs em especial, a Lei de Lavoisier (aquela que diz que nada se cria, tudo se transforma) é das mais aplicadas, e eu não sou exceção. Por isso, e como estou com paciência, vou postar aqui um megaquestionário devidamente “transformado” do blog do Cury, já que tem muita gente passando por aqui ultimamente que não me conhece. :-)

Ah, leiam quando estiverem com paciência, é compriiiiiiido…

Sobre Você:

1.nome: Nicole Urbach Mezzasalma
2.idade: 24
3.onde/qdo nasceu : Botafogo, Rio de Janeiro/24 de agosto de 1978, às 8:10hs
4.olhos: Castanhos
5.cabelos: Castanhos (embora atualmente estejam arruivados)
6.altura: 1,58m
7.irmão(s): Um, mais velho
8.apelido: Nica, Ni, Nikita, e outros menos dignos :)
9.signo: Virgem, com ascendente em Libra e Lua em Touro
10.e-mail: Tenho vários!
11.animal(s): Um cãozinho (Charlie Brown), dois canários e um coleiro

(more…)