Eu tinha preparado um post enorme sobre relacionamentos, mas acho que não era pra ele ser publicado, porque o Weblogger resolveu “comê-lo”, e eu fiquei sem uma cópia. Para não deixar o dia passar em branco, no entanto, aqui vai um dos infindáveis questionários que rolam pelos blogs afora, para vocês saberem um pouco mais sobre mim.
Mood: Chorona
Music: Heart of Mine, Peter Salett
Essa noite, assisti de novo um filme que eu adoro: Tenha Fé, primeira incursão do Edward Norton como diretor de cinema. Pra quem não sabe, é a história de um padre (o próprio Edward Norton) e um rabino (Ben Stiller), amigos de infância, que reencontram a melhor amiga deles da oitava série (Jenna Elfman – lindíssima, por sinal) depois de mais de 15 anos afastados. O problema, claro, é que ambos se apaixonam por ela, criando muitas confusões.
O filme é uma comédia totalmente despretensiosa e divertida, mas que tem um significado muito especial pra mim, porque tem vários momentos com os quais me identifico. A definição de fé que o Padre Brian faz logo no início do filme é sensacional… o brinde que o barman “muçulmano-Sikh-católico-com-parentes-judeus” faz é impagável… a delicada confissão de Ruth (mãe do rabino Schram) no hospital é comovente… Sem falar em toda a questão das amizades que evoluem para “algo mais”, tema que tende a se repetir na minha vida nos momentos mais inoportunos!
Na verdade, assistir a esse filme mais uma vez me fez refletir sobre como tenho relegado o aspecto espiritual da minha vida. Tenho fé, mas não sei especificamente em quê; não sigo nenhuma religião ou pratico rituais – o máximo que eu faço é ter o que eu chamo de “conversas amistosas” com the powers that be, geralmente para agradecer pelas coisas boas que me acontecem, ou para pedir uma força para pessoas queridas.
Não sinto uma vontade absurda de “formalizar” minha fé em uma religião, até porque nunca encontrei uma com a qual eu me identificasse de fato. Mas tenho uma pontinha de inveja de pessoas que acreditam cegamente em Deus, Alá, Deusa, deuses diversos, reencarnação, espiritismo ou o que quer que seja. Acho que essa fé total e irrestrita conforta, preenche, ainda que possa ter aspectos negativos.
Sei lá… acho que ando realmente filosófica demais nos últimos dias. Deve ser maturidade tardia. ;-)
Random Rants in a Winter Night
* Algumas pessoas sempre surpreendem a gente – pena que nem sempre positivamente
* O Lulu Santos é muito gente boa
* Amor não cultivado, como uma flor, sempre murcha (mas nunca morre, se for verdadeiro)
* O quarto livro do Harry Potter ainda é o meu preferido
* Gosto bastante do meu cabelo curto e liso
* Tem muita gente completamente perdida no mundo
* A mesquinhez de algumas pessoas não conhece limites
* A generosidade de outras é infinita
* Acho que tem algo muito errado comigo
* London will set me free…
E, num momento descarado de auto-propaganda, procurem a minha revista, ela finalmente saiu! O nome é Card Gamer, e já deve ser encontrada nas melhores bancas do eixo Rio-Sampa, e espero que em todo o Brasil. Eu nem vi ainda, mas me disseram que ficou linda – embora minha opinião com certeza seja parcial, por maior que seja minha auto-crítica. Comprem! E me escrevam dizendo o que acharam! ;-)
Mood: Preguiçosa
Music: Surfing Bird, Ramones
Depois do estresse de ontem (tive que fechar mais de dez páginas de revista, porque um colaborador furou na última hora), hoje não estou com ânimo para trabalhar. Deve ser porque recebi minha cópia de Harry Potter and the Order of the Phoenix, lançado com três anos de atraso pela agora milionária J. K. Rowling. Sim, eu gosto dos livros do Harry Potter. Acho a história, ainda que não muito original, extremamente bem escrita, os personagens são bem construídos, e a autora, pelo menos até agora, conseguiu lançar um livro melhor do que o outro – fato raro nas séries literárias. Estou mais ou menos na página 200, e o ritmo está bom até aqui. Vamos ver como termina…
Faltando pouco mais de dois meses para minha partida, estou começando a pensar cada vez mais em como será minha vida em Londres. Será que vou conseguir arranjar um emprego legal, e conciliá-lo com meus estudos? Vou fazer bons amigos? Será que consigo viajar para conhecer muitos lugares, como pretendo fazer? Não estou ansiosa, surpreendentemente, nem preocupada – sei que vou me virar bem, e que, com o tempo, tudo irá se acertar. Mas sou uma pessoa naturalmente curiosa, característica que, aliada à minha fértil imaginação, não me deixa alternativas senão matutar sobre este futuro aparentemente tão distante, mas na verdade bastante próximo. Pelo menos consegui fazer aqui mesmo minha carteira de estudante internacional, uhu! Nada mais de pagar inteira no cinema! :-)
Meu Final de Semana (em clima de redação escolar de 3ª série primária)
O meu final de semana foi muito legal. Na quinta-feira, fui a dois bares com meus amiguinhos de RPG. Conversamos, contamos piadas, e rimos à beça. Foi muito divertido. O primeiro bar estava muito cheio, então saímos de lá e fomos pro segundo. Depois, chegaram mais amiguinhos, e além de conversar e beber, tiramos fotos. Foi superlegal!
Na sexta, fiquei trabalhando em casa durante o dia todo. Trabalhar no meio do feriado é muito chato. Aí, minha amiga Aline ligou, e como eu já tinha meio que combinado de ir a um bar com outra pessoas que eu não conhecia, marquei de ir lá com ela também. Ela levou mais três amigos, e eu não encontrei as pessoas que eu não conhecia. Mesmo assim, foi muito legal, e voltei pra casa tarde.
Eu ia jogar card game no sábado, mas o torneio foi cancelado. Então, liguei pra Claudinha porque tínhamos que ver que roupa usaríamos no casamento do Edgar, outro amigo meu, que vai ser em agosto. Eu e a Claudinha vamos ser madrinhas. A mãe do noivo tinha dito que a gente tinha que usar roupas em tons pastéis. Fiquei chateada, porque eu não gosto de usar vestido nessas cores. Fico parecendo uma pessoa que morreu afogada. Mas aí descobrimos que não era nada disso, e que a gente podia usar qualquer cor. Oba! Não precisei alugar nem comprar nada, porque já tenho roupa. Vou de dourado, que é muito mais bonito que cor pastel.
Depois, fui ao salão para cortar o cabelo. À noite, eu fui num casamento. A noiva foi colega minha de colégio. Fui com a minha mãe, que conhece minha amiga há um tempão também. A festa foi na casa dela, que fica no Leblon. Tinha até aqueles caras que dirigem os carros dos outros na porta! Todos estavam muito elegantes. A comida também estava gostosa. Teve dança e tudo o mais. A noiva jogou umas flores no final, e a moça que pegou ficou superfeliz. Foi muito legal.
Domingo foi dia de jogar RPG com meus outros amiguinhos. De tarde, fomos pra casa do Siri jogar. O pessoal estava bem animado. Teve cerveja, refrigerante, pipoca e lasanha. E o jogo foi muito legal. Cheguei em casa bem tarde, minha mãe e meu pai já estavam dormindo. Fui dormir também.
Em nossa longa conversa na Pizzaria Guanabara, na última quarta, eu, Aline e Marcinha conversamos um bocado sobre relacionamentos – afinal, não é isso que as garotas fazem quando se juntam? A questão que mais tomou nosso tempo, na verdade, foi a conturbada relação entre fidelidade e lealdade, confundidos por 90% dos seres humanos na Terra.
Explico: segundo o dicionário Aurélio, as duas palavras são sinônimas. Pode até ser. Na verdade, os termos que estou usando foram devidamente “roubados” do filme Frida. Em termos simples, fidelidade é aquela almejada característica em que “não se tem olhos para mais ninguém”, e é a única coisa que as pessoas cobram de seus parceiros na maioria dos casos. Já lealdade é algo que se espera dos amigos: estar ao seu lado quando você precisa, respeitar seus sentimentos, dizer a verdade quando ela se faz necessária, mesmo que seja algo doloroso.
Para mim, lealdade é algo infinitamente mais importante do que fidelidade. Da mesma forma, uma pessoa desleal é infinitamente mais desprezível do que alguém infiel. É irreal pensar que o ser humano é capaz de suprimir suas vontades e desejos em nome do “amor”, e certamente estes desejos reprimidos irão se acumular de forma a minar o relacionamento, voltando à tona em toda discussão do casal, mesmo que o tema da briga seja completamente diferente. Vontade é coisa que dá e passa; quando você mata a vontade, ela deixa de ser um problema. Mas, se ela não for saciada, sempre vai haver aquela pontinha de vontade reprimida, aquele “ah, se eu pudesse…”, que pode ser fatal para o mais sólido dos romances.
Claro que isso não significa que eu acredite em “relacionamentos abertos”, ou que seja a Festa da Uva, e cada um possa fazer o que quiser da vida. Mas se você tira férias e passa um mês longe do seu amado, e ele por acaso sai com os amigos e fica com uma menina, não por maldade, mas por carência, quem sou eu para condenar o cara? Cada caso é um caso, mas se a relação for sólida e saudável, não é uma “pulada de cerca” que vai pôr fim ao namoro/noivado/casamento.
Mas, mais importante do que tudo isso que eu disse é o respeito aos sentimentos da outra pessoa. Se ela for radical e for ficar eternamente magoada se você cometer um deslize, cabe a você, se realmente gostar dela, fazer um esforço para evitá-los. Para mim, isso não é um sacrifício. Sou uma romântica incurável, e monogâmica por natureza. Quando estou gostando de alguém, não tenho olhos para mais ninguém, e não faço isso por esforço ou condicionamento, simplesmente acontece. Sei, no entanto, que sou uma raridade, logo não posso cobrar isso dos outros.
Para terminar: se a Daniela Cicarelli (ou qualquer outro sonho de consumo masculino, coloque aqui sua preferida) chegasse pro meu amado e dissesse que queria dar para ele, eu seria a primeira a empurrar o cara pros braços dela – imagina, esse tipo de oportunidade não aparece todo dia, e seria uma história para contar para todos os amigos e nossos descendentes! ;-)
Mood: 78 rotações!
Music: Zombie, The Cranberries
Da mesma forma que tem dias que a gente tem vontade de não ter levantado da cama, há dias em que tudo dá certo na nossa vida. Ontem foi um desses últimos na minha: boas notícias, bons programas, boa companhia – resumindo, tudo de bom!
Pra começar, estava eu trabalhando em casa quando recebo um telefonema de meu grande amigo Alexandre Maron, editor da revista Monet (antiga revista Net, a da operadora de TV a cabo mesmo). Ele normalmente me liga quando quer alguma coisa – geralmente, me dar trabalho, e sempre trabalhos legais. Dessa vez, ele estava precisando de alguém para entrevistar um famoso cantor aqui no Rio, e perguntou se eu estava disponível. Preciso responder?
Depois, minha fiel escudeira Aline me chamou para ir ao cinema. Fomos ver O Homem que Copiava, último longa do Jorge Furtado, e certamente não nos arrependemos. O filme é sensacional, com um roteiro super bem amarrado e surpreendente até o final, atuações excepcionais dos quatro protagonistas (Lázaro Ramos, Leandra Leal, Pedro Cardoso e Luana Piovanni) e situações inacreditavelmente engraçadas. Recomendo a fita especialmente àqueles que têm preconceitos contra filmes nacionais – este com certeza irá agradar até mesmo aos mais chatos!
Do cinema, partimos para a Cobal do Leblon para encontrar a Marcinha, que estava bebendo com algumas amigas (só mulher, não é estranho?). Batemos papo, rimos à beça, e quando parte das moças foi embora, resolvemos esticar a noite na Pizzaria Guanabara, já que Aline queria “ver e ser vista”. Já de madrugada, outro amigo dela, o Vinícius, se juntou a nós, e ficamos conversando animadamente até depois das três da manhã.
O melhor é que a Marcinha nos brindou com a melhor desculpa esfarrapada já proferida por um homem ao ser pego no flagra pela namorada com outra: “Ih, meu amor, confundi você!” Dá pra acreditar que um cara disse isso pra namorada, depois de estar no maior amasso com outra? Os limites da cara-de-pau da Humanidade ainda não foram atingidos, com certeza!
Quando eu acordar, volto para escrever sobre minha quinta-feira, e também sobre relacionamentos. Não percam! :-)
Apesar de eu não ter conseguido mudar o layout como eu queria (por total falta de inspiração), nem ter feito nenhum post comemorativo no dia (até porque não escrevi nada na data em si!), queria deixar registrado que no último domingo, dia 15 de junho, o Noites na Cidade completou um aninho de vida! Parabéns para ele!

Da série “Coisas que temos que engolir dos amigos”
Sendo eu desde sempre uma garota atípica, me interessando por coisas incomuns para meninas, comecei muito cedo a jogar RPG, e os membros de um de meus primeiros grupos são até hoje alguns de meus melhores amigos. Como eu sou o tipo de pessoa sem frescura e papas na língua, eles estão acostumados a ouvir muitas atrocidades proferidas por esta que vos fala, e com o tempo chegaram à conclusão de que eu era o componente mais macho do grupo.
Ontem, aniversário de minha cunhada, fomos à Cobal do Humaitá comemorar a data com o amigos. No meio da conversa, eu, meu irmão e o Fernando, membro deste seleto grupo de amigos RPGísticos, falávamos sobre o que queríamos ser quando éramos crianças. Aqui vai parte do diálogo:
Meu irmão: – Eu queria ser astronauta.
Fernando: – Eu queria ser bombeiro quando era moleque. Aliás, acho que todo menino já quis ser bombeiro!
Eu: – Eu também queria ser bombeira!
Fernando: – Claro, você era um menino!
O que a intimidade não faz com as pessoas… ;-)
Mood: Enrolada
Music: Sexual Healing, Marvin Gaye
Passei o final de semana inteiro enrolada com trabalho e outros compromissos pessoais, e nem pude contar minhas peripécias do weekend, que foi bastante animado. Mas, como sempre, estou aqui para corrigir esta falha.
Depois de uma sexta à noite em casa, por opção mesmo, sábado passei o dia quase todo na rua. Teve Liga na Point HQ, e acabei saindo de lá tarde porque um dos rapazes perdeu a chave do carro (coitado) e teve que esperar alguém vir buscá-lo para conseguir a chave reserva. Azar pouco é bobagem!
De noite, fui com a Sissi a uma festa do IME no Mourisco, já que ganhei os convites de um amigo que estuda lá. O lugar, que eu não conhecia, estava bastante cheio e animado: dois ambientes, goró liberado (uma mistura suspeita apelidada pelos estudantes do IME de “Gummy”, em homenagem ao suco de frutas dos ursinhos homônimos) e muita diversão para nós.
O som não estava dos melhores (fomos obrigadas a escutar um bloco pavoroso de funks com letras pra lá de educativas), mas algumas pérolas mais antigas se salvaram, e quando ouvíamos os acordes de uma música boa conhecida, partíamos para a pista, para duas músicas depois voltar às cadeiras. Nossa diversão da noite, sem dúvida nenhuma, foi observar as desventuras dos jovens acometidos pelo excesso de Gummy. Entre as minhas preferidas, tinha uma menina que não conseguia dar dois passos na mesma direção, um jovem que passou pelo menos duas horas sentado na mesma posição e outro rapaz que, depois de quase se estabacar de tão bêbado, foi salvo por um fiel amigo de se lambuzar no próprio vômito.
O campeão da noite, no entanto, foi um rapaz que quase “batizou” a coluna do lado de onde estávamos, sendo impedido por um atento segurança, que o conduziu até os banheiros. O rapazote, porém, estava tão torto que entrou no banheiro feminino, de onde o dito segurança teve que correr para tirá-lo antes que ele fizesse algum estrago! Valeu a noite!
Domingo, por outro lado, foi dia de festividades familiares. Minha futura cunhada celebrou ontem seu batismo (e primeira comunhão e crisma, tudo de uma só vez, para poder se casar na igreja mês que vem), e ambas as famílias (a dela e a nossa) foram à cerimônia. Terminadas as formalidades, no entanto, saímos para a Festa Junina da paróquia de Santa Margarida Maria, na Lagoa, e nos fartamos com as comidas típicas, brincadeiras e ambientação. Mas ainda quero ir a muitas outras festinhas típicas!
Mood: Empolgada
Music: Colorful, Verve Pipe
Sabe aqueles dias em que nada parece ser capaz de estragar seu bom humor? Estou num desses dias, sabe-se lá por quê. Apesar de ter alguns de meus planos frustrados, apesar de passar o dia inteiro em casa trabalhando, apesar de aparentemente um documento importante que mandei para a Inglaterra não ter chegado ao destino, continuo animada e alegre. E o que é pior: biologicamente, eu deveria estar na TPM!
Digo biologicamente porque nunca soube ao certo o que é passar por este período negro no mês da maioria das mulheres. Assim como não sinto cólicas, jamais percebi qualquer alteração de humor, aumento de carência ou qualquer outro sintoma do gênero no período pré-menstrual. Nunca viraram para mim e fizeram a pergunta clássica: “Tá na TPM?” Nenhum amigo ou namorado jamais se queixou comigo de mudanças no meu comportamento nesta época. Será que sou imune? Seja qual for o motivo, considero-me uma afortunada, principalmente pela ausência de cólicas, mas também pela falta de sintomas “TPMicos”.
Mudando de assunto, ontem passei por uma experiência curiosa: fui a uma festa junina no campus de minha antiga universidade (embora a festa fosse organizada pelas alunas de Pedagogia, e não Comunicação). Encontrei um total de duas pessoas conhecidas durante todo o evento, e, pasmem!, me senti velha do alto de meus 24 anos. Até pouco tempo arás, eu ainda tinha uma leve sensação de que aquele lugar me pertencia, e que eu pertencia a ele, de alguma maneira. Ontem, no entanto, me sent uma alienígena pousando com sua nave pela primeira vez em um planeta estranho. E a festa ainda por cima foi ruim! No meu tempo, as festas na Praia Vermelha eram ótimas…
Já que estamos no tópico, alguém sabe de alguma boa festa junina que vá rolar na cidade por esses dias? Queria aproveitar pra ir em várias este ano, já que ano que vem certamente não irei a nenhuma! Quem souber, por favor anuncie aí nos comentários – a casa agradece!
“Marco Polo descreve uma ponte, pedra por pedra.
- Mas qual é a pedra que sustenta a ponte? – pergunta Kublai Khan.
- A ponte não é sustentada por esta ou aquela pedra – responde Marco -, mas pela curva do arco que estas formam.
Kublai Khan permanece em silêncio, refletindo. Depois acrescenta:
- Por que falar das pedras? Só o arco me interessa.
Polo responde:
- Sem pedras o arco não existe.”
(Trecho extraído do livro As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino)
Mood: Working Girl
Music: Let the River Run, Carly Simon
(Uma nota antes de começar: para quem não sabe, Working Girl é o título em inglês no filme Uma Secretária de Futuro, e essa música aí em cima é o tema da película.)
Para vocês verem como a vida é repleta de ironias: ontem recebi no celular um telefonema da H. Stern, informando que fui selecionada para uma dinâmica de grupo nesta quinta-feira. O problema é que cadastrei meu currículo com eles meses atrás, no começo do ano, quando eu ainda tinha um bocado de tempo por aqui, nenhuma perspectiva de trabalho fixo e queria juntar dinheiro antes da viagem. Agora, faltando três meses para eu ir embora, e comigo ocupada com a nova revista, eles entram em contato. É a velha máxima da Lei de Murphy: quando você procura, nunca acha; quando encontra e não está mais interessado, um monte de oportunidades aparecem. Isso vale para trabalho, relacionamentos, o que for…
Mas já pensaram que chique, eu trabalhando na H. Stern? Vestindo um tailleur escuro, maquiada e bem arrumada, ceracda de jóias caríssimas e seguranças – parece cena de filme. Acho que não é pro meu bico. ;-)
Nada como humor da melhor qualidade para ilustrar o blog, que anda meio carente de imagens!

Mood: (Quase) Satisfeita
Music: Strange Love, Depeche Mode
Este final de semana está sendo bem divertido! Depois das horas de bate-papo e palhaçadas na casa do Fernando, sexta à noite, mano Péuna veio dormir aqui em casa, e só acordamos no sábado por volta do meio-dia. Almoçamos um belíssimo (e gostosíssimo, claro!) Fetuccine Alfredo, e depois dei uma passadinha na Point HQ só pra constar. Encerrando a tarde, acompanhei meu irmão, a cunhada e minha mãe até o Rio Sul, onde passamos por horas de suplício para montar as listas de casamento do meu irmão, em três lojas diferentes.
Chegamos em casa às dez e meia da noite, cansados e famintos, e fizemos pizzas! Terminado o lauto banquete, fui me arrumar rapidinho para ir ao Irish Pub, onde estava sendo comemorado o aniversário da Teca. Algumas conversas e cervejas depois, Péuna veio me encontrar e, junto com Castelo e Priscila, fomos à Casa da Matriz – afinal, eu TINHA que conseguir me acabar de dançar em algum momento neste fim de semana!
E foi o que fiz: dancei até minha roupa estar grudada ao meu corpo, e meus cabelos estarem totalmente desarrumados. Alternei entre o rock/pop da pista 1 e o drum’n'bass da pista 2 (já que o Lúcio e o Butoke estavam inspiradíssimos!). Para minha surpresa, o DJ da pista roqueira estava animado também, tocando de Joy Division a Radiohead, passando por The Cure, Depeche Mode, The Smiths, The Clash… Enfim, só faltou uma coisa (ou melhor, uma pessoa) para que a noite fosse perfeita!
Hoje tem Rio Parade no Centro, mas não sei se vou me animar a ir pra lá, até porque tenho trabalho a fazer. Acho que vou é ficar em casa lendo mesmo. Meu novo objetivo de vida é voltar a ler compulsivamente, pelo menos um livro por semana, preferencialmente dois ou mais (dependendo do tamanho, claro). Será que consigo?
Mood: Aliviada
Music: Angels or Demons, Dishwalla
Ufa! Finalmente posso conversar com todo mundo sem problemas! Me revoltei com o mundo hoje e fui ao cinema sozinha para ver Matrix Reloaded. E, para minha surpresa, gostei bastante do filme, muito mesmo! As seqüências de luta, ainda que longas, não são repetitivas ou cansativas, e os diálogos filosóficos, sobre os quais ouvi barbaridades de algumas pessoas, não são nem um pouco complexos, mas sim perfeitamente compreensíveis. O trailer de Matrix Revolutions, que passa depois dos extensos créditos, é um bônus extra. Mal posso esperar pelo próximo!
Continuando no cinema, como eu disse, fui assistir ontem com a mulherada à comédia Como Perder Um Homem Em Dez Dias. O filme é muito engraçado, superdivertido, e as situações em que a personagem da Kate Hudson colocam o pobre do Matthew McConaughey são típicas das namoradas que todos os caras detestam: grudentas, invasivas, carentes, choronas, dependentes… Nota aos homens que lêem este blog: se por acaso vocês forem ver o filme com suas respectivas caras-metade, e por acaso algum dos adjetivos supracitados de adequar a elas, cuidado: vocês podem ter problemas! Nenhuma mulher vai gostar de ver um comportamento que ela acha “normal” retratado na tela como “bizarro”!
Hoje, eu estava toda feliz porque tinha decidido ir à Bunker para dançar até cair, e voltar mancando para casa. Só que meus planos foram frustrados pelos meus amigos, que resolveram fazer uma reuniãozinha para bater papo na casa do Fernando e da Andréa. Não que eu esteja reclamando: sempre posso sair para dançar outro dia. Mas é que eu estava TÃO determinada… Não era pra ser mesmo. Que venham os papos!
Ah sim! Graças à minha querida Sissi, fui formalmente apresentada hoje à banda de rock/baladas Dishwalla, que existe desde 95 e tem três discos lançados. Como sou compulsiva, baixei todas as músicas dos três, é claro, e todas são ótimas, com melodias simples mas letras profundas. Já virei fã!
Na correria dos dias, acabei esquecendo de falar sobre a noite de autógrafos da Margaret Weis na Fnac, ocorrida na última segunda-feira. Para quem não sabe, a sra. Weis é uma escritora de renome, criadora, juntamente com Tracy Hickman, do mundo de Dragonlance, uma das mais aclamadas ambientações para D&D. E no último dia 2, ela esteve na Fnac do BarraShopping para fazer um pequena palestra sobre o futuro de Dragonlance no sistema d20 e responder às perguntas dos fãs.
O café da livraria estava abarrotado de gente – não contei, mas devia ter mais de 70 pessoas ouvindo as palavras da autora. A pobre tradutora ficou até sem jeito, pois os presentes entendiam do assunto melhor do que ela, que acabou se confundindo em alguns momentos, mas sem prejudicar a palestra. Eu devo ter mais de 20 livros escritos pela Margaret Weis em casa, mas levei só quatro (hardcovers) para serem autografados.
Muito simpática, ela fez piadas engraçadas, se recusou a comentar sobre a história para não estragar a surpresa daqueles que não leram seus livros mais recentes (como a trilogia War of Souls) e foi supergentil com todos. Tirei até foto com ela! E, num lampejo final de profissionalismo, pedi uma forma de contato para saber sobre os lançamentos de sua editora, a Sovereign Press, e ela prontamente me deu seu e-mail pessoal.
Terminada a bagunça, fomos (eu e mais umas sete pessoas) jantar no Outback, sempre uma boa pedida. Batemos papo, rimos um bocado, e cantamos parabéns para as mesas em volta umas quatro vezes! Voltei para casa tarde, cansada mas feliz.
Daqui a pouco estarei partindo novamente para a rua – hoje é dia de chick flick: vou ao cinema com as meninas (Sissi, Marise e Vanessa), assistir à comédia Como Perder um Homem em Dez Dias. Amanhã, sem falta, vou ver Matrix Reloaded na matinê, mesmo sem companhia. Não agüento mais não poder falar sobre o filme!
Mood: Feliz
Music: Feels Like Home, Chantal Kreviasuk
Meu gosto musical é uma coisa bastante engraçada; ouço praticamente de tudo, dependendo única e exclusivamente do ambiente em que eu estiver e do meu humor. Por exemplo, não tenho um disco de forró em casa, mas curto dançar, então se eu for a uma festa e começar a tocar forró, não vou ficar sentada num canto, emburrada, mas sim correr pra pista. Adoro música clássica, rock melódico, baladas açucaradas, pop de boa qualidade, dances animadas, Frank Sinatra… tudo tem o seu momento.
Meu maior “fetiche” musical, no entanto, são as trilhas sonoras. Sejam elas instrumentais ou cantadas, sou viciada em trilhas de todas as espécies: cinema, teatro, musicais, nada me escapa. Tenho um ouvido preciso para identificar de qual filme é determinada música, chegando ao ponto de ser bizarro: durante a festa do Oscar deste ano, passei boa parte do tempo ligando a música de fundo a seu filme de origem, para espanto de quem assistiu à premiação comigo!
Acho que o momento mais paradoxal da minha vida talvez tenha acontecido no ano passado, musicalmente falando: fui, na mesma semana, aos shows do Blind Guardian e do A-Ha, igualmente alegre pela oportunidade de ver duas bandas de que gosto bastante! Algumas pessoas diriam que eu simplesmente não tenho critério, mas isso não é verdade: embora eu não tenha nenhum conhecimento formal sobre música, sempre tive um ouvido bastante afinado, aprimorado durante meus quinze anos de dança, e simplesmente tenho um gosto eclético e adaptável. Uma das minhas frustrações, aliás, é nunca ter tido tempo nem disposição para aprender a tocar um instrumento ou fazer aulas de canto. Mas nunca é tarde, certo?
Mood: Enfim descansada
Music: Colorblind, Counting Crows
Acho que finalmente consegui recuperar o sono perdido da Bienal. Passei boa parte do dia de ontem descansando, e hoje dormi como um anjinho também. Estou pronta para outra!
Fomos ontem na Academia da Cachaça do Leblon para comemorar o aniversário de meu amigo Léo Kalab, que foi na quinta-feira. Apesar da dor que isso me causou, dei a ele de presente o livro do Ruy Castro sobre o Flamengo (apesar de meu amigo, o Léo é flamenguista doente, bem como sua namorada, a Fê). Meu irmão, nada interessado, deu a ele um kit para fazer caipirinha – para quem não sabe, o Léo faz a melgor caipirinha do planeta, e sua presença nas festas aqui de casa é altamente requisitada por isso. Segundo as palavras célebres do mano Péuna, “a pior caipirinha do Léo é a melhor caipirinha do mundo!”. Batemos papo, comemos carne de sol, aipim frito e outros quitutes típicos da culinária brasileira, e, claro, tomamos cachaça.
Apesar da noite estar animada, voltamos cedo para casa, pois meu irmão e a cunhada tinham plantão hoje cedo. Como eu estava sem sono, fui procurar algo de bom para ver na TV a cabo, e descobri que no Telecine Happy estava para começar Quero Ser John Malkovich, filme do qual eu já tinha ouvido falar bastante, mas que nunca consegui assistir. Depois de vê-lo, acho que ele figura bem perto de Depois de Horas como o filme mais surreal que já vi na vida. Não tem como eu explicar aqui, vocês têm que ver. Apesar do altíssimo teor lisérgico da película, gostei bastante. Destaque ara a participação especial de Charlie Sheen como ele mesmo, hilário!
Hoje, vou sair de minha abstinência forçada e jogar depois de quase um mês parada. Provavelmente, esta será uma das coisas de que mais sentirei falta em Londres…




1 devaneio »