Mood: Estudiosa
Music: Bring Me The Disco King, David Bowie
Atendendo a pedidos, vou falar um pouco sobre mim, por que estou em Londres e como são as coisas por aqui. Pule este post se você já souber de tudo isso.
Há muito tempo eu convivia com uma grande vontade de morar no exterior, mais especificamente na Europa. Quando terminei a faculdade, coloquei na cabeça que faria isso – mas meus planos iniciais, que eram de ir pra Alemanha trabalhar, não deram certo. Adiei por mais alguns anos o sonho de vir pro Velho Continente, mas este ano finalmente consegui, graças à ajuda da minha família.
Estou em Londres há pouco mais de um mês, cursando um mestrado em Jornalismo Internacional na University of Westminster, uma das melhores do país na área de mídia e comunicação. Moro no alojamento da universidade, em Harrow, e divido um flat com mais cinco pessoas (três rapazes – dois ingleses e um chinês – e duas moças – uma inglesa e uma alemã). Tenho meu próprio banheiro, uma raridade em acomodações desse tipo!
Já conhecia Londres quando cheguei aqui, por conta de uma viagem a turismo há vários anos atrás. Optei por morar aqui por causa do idioma, mas já gostava da cidade há tempos. Ela tem seus defeitos, claro, como qualquer grande cidade: é suja, faz frio à beça (por causa do vento), tem muita gente mal-educada, tudo fecha cedo, e as coisas não funcionam tão bem quanto se crê – a pontualidade britânica não é tão pontual assim.
Mas Londres também tem diversas qualidades que a tornam única: uma profusão de áreas verdes, parques e jardins públicos de dar gosto; muita gente simpática, de todos os cantos do planeta; uma variedade enorme de estilos em bares, boates e restaurantes; alguns dos melhores museus do mundo, de graça; e a moeda mais valorizada do planeta (uma faca de dois gumes, porque o custo de vida aqui também é elevadíssimo).
O que eu acho? Adoro Londres, e a cada novidade que descubro, mais fico encantada pela cidade. Parece que ela foi feita pensando nas pessoas que não nasceram e cresceram por aqui, de tão fácil que é chegar na maioria dos lugares. Mas morro de saudades do Rio, do mar, dos morros cobertos por florestas, da bagunça tão familiar… Não sinto falta da violência, nem do calor de matar, mas daria um braço pra poder passar o Natal em casa, com a família, e depois receber os amigos no tradicional after, que não vai acontecer este ano.
Resumindo tudo: morar fora é uma experiência fantástica, especialmente se você vem pra estudar como eu vim. O intercâmbio cultural é constante e surpreendente, mas tem horas que tudo parece sem graça, porque as pessoas que você ama de verdade estão todas longe de você. Faço amizades rapidamente, o que ajuda um bocadinho. Mas uma coisa não substitui a outra…
12 devaneios »