Mood: À francesa
Music: Alison, Jordy
Ah, la belle France! Minha primeira experiência na pátria das baguettes e queijos fedorentos não poderia ter sido melhor. Acompanhada de três amigas brasileiras e ciceroneada por uma francesa simpatiquérrima, conheci alguns vilarejos rurais de Flandres e uma grande cidade na Bélgica, comi muito bem e me diverti à beça.
Chegamos a Lille na sexta à noite, e de lá partimos para Tourcoing, uma vila nos subúrbios de nosso ponto de partida. O lugarejo era palco de uma pequena parada, que consistia de um carro alegórico no formato de um navio onde dois músicos tocavam algo inspirado no norte da África e acrobatas faziam caras e bocas. O carro estacionou em uma praça, onde centenas de pessoas já se aglomeravam, e a tripulação desembarcou para brindar a platéia com um espetáculo circense. No fim, um jato de espuma encheu a praça para deleite das crianças, e voltamos para Lille para um pit-stop antes de ir para nosso destino, uma casa de campo a cerca de 40 minutos da cidade.
A casa fica no vilarejo de Hondeghem, em meio a campos de milho, trigo, brócolis, batatas e outros vegetais. Lá fomos recebidos por Virgule, uma Jack Russell Terrier muito espevitada e fofíssima! Os pais de nossa anfitriã moram naquele local, mas estavam viajando de férias.
No sábado fomos para Ghent, na Bélgica, curtir o primeiro dia do festival de verão da cidade, teoricamente o maior evento cultural ao ar livre da Europa. O clima era excepcional: dia lindo, pessoas animadas e muita coisa acontecendo por toda a parte em um cenário fantástico – Ghent tem várias estruturas medievais e góticas grandiosas, como catedrais e castelos, e alguns rios que cortam a cidade. Um dos palcos inclusive estava montando numa plataforma sobre o rio, e alguns barcos com turistas atravessavam por baixo da plataforma fazendo uma festa.
À noite comemos uma tradicional porção de mexilhões com batatas fritas (mules et frites) num restaurante chamado Lucifer e fomos surpreendidas por uma bateria de escola de samba holandesa, prova de que o Festival de Ghent tem de tudo mesmo.
No domingo, dormimos até tarde e depois saímos para uma caminhada em Cassel, outro vilarejo bem antigo e atmosférico da região, e visitamos um moinho de vento, onde aprendemos a fazer pão e óleo (e várias outras informações inúteis!). Voltamos para casa onde comemos um churrasco à francesa, com espetinhos e costeletas, e depois fomos passear pelos campos em volta da casa. Fiquei com saudades da época em que ia todo ano pra fazendo da minha madrinha em Minas, e dos cheiros que adoro no interior. Não acho que conseguiria morar em um lugar tão paradão e isolado, mas é sem dúvida um paraíso para alguns dias de descanso!
Hoje de manhã, pegamos o trem de volta e vim direto pro trabalho. Não preciso dizer que está difícil me concentrar…
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