Mood: Deadlines!
Music: Holding My Own, The Darkness
Hoje vou tentar responder a todos os questionamentos que foram colocados nos comentários do último post, à exceção do assunto bioetanol, que publicações mais sérias como a The Economist exploram muito melhor do que eu.
1. De onde vem a obsessão dos ingleses com a família real?
Ao contrário do que possa parecer, os membros da família real britânica não estão nas capas dos tablóides todos os dias – eles dividem a honra com jogadores de futebol, participantes de reality shows como Big Brother e ataques aos imigrantes. Mas o interesse causado pela realeza advém de uma mistura de fatores. Por exemplo, os príncipes William e Harry são especialmente queridos pelo público por serem filhos de Lady Diana Spencer, a “namoradinha da Inglaterra”. Existe uma catarse coletiva em relação à Diana, como se os ingleses se considerassem parcialmente responsáveis pela morte da princesa de Gales por comprarem os jornais que empregavam os paparazzi. Existe também uma parcela da população que acredita que a realeza já deu o que tinha que dar e chegou a hora de dar um pé na bunda da Rainha, mas até onde eu saiba não existe nenhum grupo organizado para este fim, ou se existe, ele não é lá muito popular. A verdade é que os britânicos têm um interesse quase doentio por pessoas ricas e famosas, o que leva à produção do que talvez seja o pior jornalismo do mundo – ao mesmo tempo em que a BBC e jornais como o The Guardian produzem um dos melhores, senão o melhor.
2. O que aconteceu com o RadarPop?
Pra quem não sabe, o RadarPop é um podcast sobre cultura pop produzido pela dupla Alexandre Maron e Cristiano Dias. Fui convidada a fazer algumas participações especiais no programa, inicialmente por conta da ausência de um dos apresentadores oficiais, mas minha presença nunca foi algo certo. Como o Alê trabalha à beça (e, convenhamos, é enrolado) e o Cris agora curte as maravilhas da paternidade, os meninos têm menos tempo pra cuidar do podcast, que exige várias horas de trabalho entre gravação, edição e publicação. Também me considero uma órfã do programa, mas quem sabe com um pouco de pressão popular não conseguimos fazer os rapazes tomarem vergonha na cara?
3. Os Trapalhões e o Frisbee da Rainha
Tenho um grupo de amigos que tem por hábito jogar ultimate frisbee aos domingos no Hyde Park quando o tempo permite. Por razões óbvias, desde que comecei a namorar tenho participado muito pouco dos jogos, mas durante os anos acumulei uma quantidade espetacular de hematomas e ferimentos diversos causados pela prática do esporte. O mais grave que já aconteceu comigo foi perder uma unha do pé (yuck!) depois de ser pisoteada pelos mocinhos delicados que jogavam comigo, mas já houve casos de inocentes serem atingidos por frisbees perdidos, cabeçadas que resultaram em galos e alguns sangramentos. O resto das trapalhadas só serviu pra machucar o ego de uns e outros.
Quanto ao namorado, podem ter certeza de que o bonitão continuará a ser mencionado neste espaço, para deleite (ou desespero) dos caros leitores.
PS: Só tem uma coisa mais fofa do que o Knut no planeta: este vídeo aqui.
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