Mood: Nostálgica
Music: The Touch, Stan Bush
Ontem tive o inenarrável prazer de assistir ao novíssimo filme dos robôs-maravilha que se transformam em carros, aviões, helicópteros e caminhões, e descobri que não é à toa que Transformers engordou os cofrinhos do Tio Spielberg em mais de US$150 milhões na primeira semana de exibição dos EUA.
Tá, eu sou uma geek e provavelmente ia gostar do filme de qualquer maneira, mas estava preocupada porque era fã da série original de desenhos, e todos nós sabemos que fim adaptações deste tipo tendem a ter – o risco era grande, e eu estava bastante cética. Fui positivamente surpreendida e regredi totalmente de volta aos anos 80, quando Transformers apareceu pela primeira vez nas telinhas. A diferença é que agora a coisa foi feita pra gente grande, que era criança naquela época.
Os efeitos especiais são fantásticos: neste quesito, os robôs-maravilha não deixam nada a desejar. A ação é freqüente e grandiosa – quem lembra da seqüência de Matrix Reloaded na auto-estrada vai vibrar ao ver veículos se transformando em robôs no meio de uma perseguição em alta velocidade pra cair na porrada. Alguns personagens não chegam ilesos ao final do filme (não vou entrar em detalhes pra não estragar a surpresa), no melhor estilo do longa-metragem animado Transformers: The Movie.
E embora os protagonistas da história sejam os robôs (pelo menos pra mim!), os humanos em cena não fazem feio. Shia LaBeouf, o desconhecido ator escolhido pra liderar o elenco no papel do adolescente Sam Witwicky, impressiona pela qualidade do seu trabalho, e é responsável por alguns dos melhores momentos do filme. Outro destaque é o sempre ótimo John Turturro, que consegue ser engraçado até num papel razoavelmente sério.
Acho que a maior qualidade de Transformers é que o filme em nenhum momento se leva a sério. Claro que há um pouco de ufanismo norte-americano (‘nós somos os protetores do planeta, blá blá blá), mas isso não chega a prejudicar demais o entretenimento dos mais politizados. Os diálogos são leves e muitas vezes bem-humorados, e apesar do filme ser longo (quase duas horas e meia), o tempo passa rapidíssimo.
Resumindo: podem ir pro cinema sem medo, e procurem a melhor sala que puderem encontrar – no caso de Transformers, tamanho e qualidade de som são documento!
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