Noites na Cidade: Divagações de uma jornalista brasileira em Londres.

Divagações e devaneios de uma carioca em Avalon

Mon
30
Jul '07

DNA pessoal


Mood: Feliz
Music: Drifter, Deep Purple

Quando tenho tempo, gosto de completar testes de personalidade na internet pra ver o que acontece. Alguns são limitadíssimos e não dizem nada interessante, mas outros são bastante complexos e me ajudam a ter insights sobre mim mesma.

Hoje encontrei um dos testes legais: Personal DNA. O site é em inglês e as perguntas são complexas, mas achei bem legal o resultado. Segundo a página, o teste resulta em um de 256 tipos diferentes de personalidade; o meu é Dynamic Inventor. Se vocês fizerem o teste, deixem um comentário aqui dizendo qual é o seu tipo e se gostaram. :-)

Thu
26
Jul '07

Contagem regressiva


Mood: Ansiosa
Music: Little Dreamer, Van Halen

Falta pouco mais de uma semana para o meu primeiro dia no novo emprego. Nunca trabalhei tanto tempo no mesmo lugar quanto na minha empresa atual, então estou tentando me preparar pro choque que deve ser começar do zero num lugar completamente novo, e com bem mais responsabilidade do que tenho hoje.

Não me entendam mal, estou animadíssima: a oportunidade é ótima, e vou trabalhar numa área onde não tenho experiência, o que é um desafio e deve por si só me manter ocupada por um bom tempo. Mas meu lado virginiano que não gosta de mudanças radicais e prefere estabilidade fica gritando aqui dentro, reclamando: “Pra que mexer em time que está ganhando?” A resposta é óbvia: não dá pra ficar parada, e eu tenho ambições que não serão alcançadas se eu ficar aqui minha vida inteira apenas por conveniência.

Sentirei saudades daqui, e das pessoas com quem trabalhei durante estes três anos e meio (menos uma, com quem os leitores deste blog estão familiarizados). Por outro lado, mal posso esperar pra conhecer meus novos colegas – vou dividir o escritório com as equipes de sete revistas diferentes, além da “minha”!

Enfim, é normal sentir esse friozinho na barriga antes de qualquer evento que muda a vida da gente. Não estou preocupada, só um tiquinho ansiosa. Mas passa. :-)

Mon
23
Jul '07

O fim de uma era


Mood: Satisfeita
Music: Come Together, Blur

Terminei esta noite de ler o famigerado sétimo livro da série mais bem-sucedida dos últimos anos: a saga do bruxo Harry Potter e seus companheiros. Não vou entrar em detalhes por motivos óbvios (não sou estraga-prazeres), mas posso dizer que fiquei satisfeita. A história terminou como eu esperava que terminasse – todos os segredos foram revelados, todas as tramas e loose ends foram encerrados, e a ação praticamente não pára durante as 607 páginas do calhamaço.

Imagino que vai ter uma porção de gente ‘órfã’ dos livros agora que a série terminou. Eu, apesar de gostar bastante da história, estou feliz com a conclusão da saga. Se bater saudade, sempre posso reler os sete que aí estão – mas com tantos outros volumes escritos por tantos outros autores para serem devorados, não acho que vou visitar Potter e seus amigos tão cedo. A não ser, é claro, nos cinemas; mal posso esperar pra ver os últimos dois filmes. O sétimo, se bem-feito, será espetacular.

Tue
17
Jul '07

Até que a morte os separe


Mood: Solidária
Music: Aesthetic Anarchist, Skunk Anansie

Passei o fim de semana na cidade histórica de Bath, ainda que o motivo não tenha sido só expandir minha cultura: fui comemorar a ‘despedida de solteira’ (hen do para os locais) de uma amiga cujo casório acontece em agosto. Como era de se esperar em um país menos machista que o Brasil, na Inglaterra as noivas têm direito a um evento como o dos homens, com direito a noitadas, insinuações sexuais de todos os tipos e humilhações diversas.

O procedimento é bem diferente do nosso Chá de Panela: pra começar, os presentes que a noiva recebe não são pra casa, mas sim pra uso próprio. Além disso, o evento – que pode ser um fim de semana ou só uma noite na gandaia – normalmente inclui grandes quantidades de álcool e flertes. Hen do dentro de casa com as amigas? Jamais!

Bath é um local fofo, uma cidade pequena e cheia de detalhes interessantes, desde os famosos banhos romanos às muralhas medievais e arquitetura georgiana. Tirei algumas fotos perambulando pelas ruas de lá, mas acabei não tendo tempo de visitar nenhum dos locais turísticos – fiquei na cidade só por 24 horas, mas certamente pretendo voltar pra explorá-la com mais cuidado.

Aliás, Bath foi uma escolha curiosa (não é exatamente um lugar conhecido pela farra), e 25 mulheres fantasiadas (o tema era Las Vegas) andando por lá à noite certamente chamaram bastante atenção!

Thu
12
Jul '07

Robôs-maravilha


Mood: Nostálgica
Music: The Touch, Stan Bush

Ontem tive o inenarrável prazer de assistir ao novíssimo filme dos robôs-maravilha que se transformam em carros, aviões, helicópteros e caminhões, e descobri que não é à toa que Transformers engordou os cofrinhos do Tio Spielberg em mais de US$150 milhões na primeira semana de exibição dos EUA.

Tá, eu sou uma geek e provavelmente ia gostar do filme de qualquer maneira, mas estava preocupada porque era fã da série original de desenhos, e todos nós sabemos que fim adaptações deste tipo tendem a ter – o risco era grande, e eu estava bastante cética. Fui positivamente surpreendida e regredi totalmente de volta aos anos 80, quando Transformers apareceu pela primeira vez nas telinhas. A diferença é que agora a coisa foi feita pra gente grande, que era criança naquela época.

Os efeitos especiais são fantásticos: neste quesito, os robôs-maravilha não deixam nada a desejar. A ação é freqüente e grandiosa – quem lembra da seqüência de Matrix Reloaded na auto-estrada vai vibrar ao ver veículos se transformando em robôs no meio de uma perseguição em alta velocidade pra cair na porrada. Alguns personagens não chegam ilesos ao final do filme (não vou entrar em detalhes pra não estragar a surpresa), no melhor estilo do longa-metragem animado Transformers: The Movie.

E embora os protagonistas da história sejam os robôs (pelo menos pra mim!), os humanos em cena não fazem feio. Shia LaBeouf, o desconhecido ator escolhido pra liderar o elenco no papel do adolescente Sam Witwicky, impressiona pela qualidade do seu trabalho, e é responsável por alguns dos melhores momentos do filme. Outro destaque é o sempre ótimo John Turturro, que consegue ser engraçado até num papel razoavelmente sério.

Acho que a maior qualidade de Transformers é que o filme em nenhum momento se leva a sério. Claro que há um pouco de ufanismo norte-americano (‘nós somos os protetores do planeta, blá blá blá), mas isso não chega a prejudicar demais o entretenimento dos mais politizados. Os diálogos são leves e muitas vezes bem-humorados, e apesar do filme ser longo (quase duas horas e meia), o tempo passa rapidíssimo.

Resumindo: podem ir pro cinema sem medo, e procurem a melhor sala que puderem encontrar – no caso de Transformers, tamanho e qualidade de som são documento!

Tue
3
Jul '07

Ideais de segurança


Mood: Impaciente
Music: I Predict A Riot, Kaiser Chiefs

Não sei quanto foi publicado no Brasil a respeito dos recentes incidentes ligados ao terrorismo que ocorreram na última semana no Reino Unido, mas imagino que a maioria saiba por alto do que se trata. Pra quem estava em Marte, resumirei o caso.

Na sexta passada, dois carros-bomba foram encontrados e desarmados no centro de Londres. Depois, no fim de semana, dois homens tentaram entrar com um carro em chamas no aeroporto de Glasgow, na Escócia. Desde então, o nível de segurança por essas bandas subiu absurdamente, por motivos óbvios.

Sou a primeira pessoa a louvar os esforços da polícia em garantir que nada de ruim aconteça, especialmente onde centenas ou milhares de pessoas inocentes possam ser vítimas da covardia dos terroristas. Acho ótimo que haja revistas aleatórias e entendo que um pouco de paranóia seja uma conseqüência natural em vista dos acontecimentos.

Por outro lado, todo mundo sabe que o que os terroristas querem é bagunçar a vida de todo mundo. Matar pessoas é apenas um efeito colateral das suas tentativas de assustar as pessoas ao ponto delas mudarem seu estilo de vida. Por isso fico um pouco revoltada quando as precauções das forças de segurança são exageradas.

Hoje de manhã, houve pelo menos três ‘suspeitas de bomba’ em diversos pontos na cidade, todos resultando em fechamento de ruas e linhas do metrô londrino e, obviamente, em prejuízo pra milhares de pessoas. Todos os três incidentes revelaram-se alarmes falsos. Só que até isto ser provado, a confusão já tinha sido armada e o caos tomou conta da cidade.

Mais uma vez, acho ótimo que o assunto seja tratado com a seriedade que merece. Mas será que é realmente necessário para tudo pra só depois verificar o que de fato está acontecendo? Isso acaba gerando pânico desnecessário na tentativa de ‘mostrar serviço’. Será que todos os inconvenientes ao público são mesmo importantes, ou será que a polícia (e o governo, é claro) estão querendo provar algo para os olhos atentos da mídia (e do resto do mundo)?